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De olho na TV

Impeachment mostra face de emissoras de rádio e televisão

Por Reinaldo Rosa | 18/04/2016 11:31

DIZEM - Os informativos ‘Tribuna Livre’ e ‘Capital Meio Dia’ têm, juntos, 63% da audiência, em pesquisa da Vale Consultoria e Assessoria, anuncia a FM Capital durante sua programação. O levantamento não informa os índices relativos a cada um dos dois noticiosos.

À FRENTE – A estratificação dos números da pesquisa informa, também, que “a Capital 95 FM registrou aumento de audiência, chegando a 30,58% no período de 24 horas”. São cinco pontos de diferença em relação à segunda colocada, a FM Cidade 97. “Empate técnico dentro da margem de erro”; diriam alguns.

PELO SORRISO DO CHEFE – Acostumado a apostar nos seus quinze segundos de fama, deputado Carlos Marun não perdeu tempo. Colocou o ex-chefe André Puccinelli em posição de papagaio de pirata para que o mesmo fosse sintonizado em rede nacional de TV durante o sim ou não do impeachment.

FAÇA O QUE DIGO - Um dos principais artigos de concessão pública de radiodifusão exige que a atividade deva ser ‘isenta de conceituações de credo político ou religioso’. Famílias detentoras da mídia não se comportaram como manda o figurino do Ministério das Comunicações.

POR AQUI – Em Mato Grosso do Sul, os donos da mídia fizeram o dever de casa com certa parcimônia. Mas fizeram. O ‘fora Dilma’ foi veiculado de forma a que não deixasse ao leitor e/ou ouvinte o real interesse – e torcida – de camuflados empresários da comunicação.

POR LÁ – A rádio Jovem Pan e a Rede Globo não dissimularam o lado escolhido. Reinaldo Azevedo e Willian Bonner comandaram editorias com desprezo à comunicação de fatos com pluralidade de opinião.

VEJA BEM – Revistas e jornais também escancararam suas escolhas. Com base em interesses corporativos, veículos consideraram ética como simples palavra inserida no ‘Aurélio’. Farinha pouca, meu pirão primeiro.

OUTRA ONDA - A Rádio Web Tribuna do Pantanal tem jornalismo das 11h às 12h, de segunda a sexta feira. Perseverante e democrático espaço, comandado por Aristides Cordeiro e “sem atrelamento a nenhum político”, garante.

VC NA COLUNA – “Fui repórter do CQC durante quatro anos. Entrevistei esses deputados inúmeras vezes. Revoltante ver tantos caras investigados por corrupção, incompetentes, que nem sabem citar as regiões do país, se fazendo de indignados. O PT errou e muito. Mas agora corremos o risco de sermos governados por mafiosos. Deus nos ajude!”. Mônica Iozzi