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De olho na TV

Jornalismo local acordou

Por Reinaldo Rosa | 15/07/2013 08:47

‘JORNALISMO’ DE ALUGUEL – No seu locado horário na Rádio Difusora, vereador Alceu Bueno não foi o personagem principal do ‘noticiário’ do programa. Razão das demissões de assessores, na semana passada não fez parte da pauta. Não se fala sobre corda em casa de enforcado.

EMISSORA DA CASA – É considerada baixa a audiência de programas comandados por vereadores e deputados nas ondas do rádio. A sintonia é localizada – em sua maior parte - dentre o público frequentador das camadas evangélicas em que atuam os bem aventurados parlamentares. Verba de difusão da atividade dos mesmos (o nosso dinheiro) ajuda muito.

ESFORÇO VÁLIDO – Contando com equipe acanhada (em número de profissionais) a Rádio Caçula, de Três Lagoas, mantém programa jornalístico às 12 horas. Notícias do estado e do município têm enfoque ágil e razoável grade de anunciantes.

NEM TANTO AO MAR – Comedimento nos comentários sobre recentes fatos envolvendo a cozinha dos poderes é o que mais de nota no jornalismo da TV Morena, quando se vê ‘obrigada’ a marcar presença em matérias alheias.

MARÉ CALMA – O mar revolto que evolve atualmente a rede Record –com demissões e troca de diretoria- passa ao largo na retransmissora local. Tranquilos, Ellen Genaro e companhia continuam desempenhando suas funções no jornalismo da emissora.

SEM ECO – O radialista Agnaldo Cardoso faz série de revelações com relação à estapafúrdia ditadura do presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. Componentes da Associação de Cronistas Esportivos do estado nada comentam; como se o assunto não fizesse parte de pauta da profissão que abraçaram. Agnaldo promete seguir. Pregando no deserto.

DIRETO NO CAIXA – Imprensa noticiou que a presidente Dilma Rousseff fará depósito do FPM direto em nome de cada um. Bastou que o Naviraiense sugerisse que o valor repassado pela CBF fosse feito direto em sua conta para que, segundo Agnaldo Cardoso, o clube caísse em desgraça frente a Francisco Cezário. O Grande.

ENQUANTO ISSO – Na falta de noticiário sobre o moribundo futebol do estado, radialistas informam sobre campeonatos de bocha; de cuspe à distância; do futebol da madrugada do Rádio Clube, etc. A legião de torcedores agradece hercúleo esforço da mídia radiofônica.

CHEGANDO JUNTO – É grande –e estranho, para não dizer perigoso- o assédio moral que ‘otoridades’ fazem junto à imprensa de rádio e escrita quando veiculam notícias que lhes desagradem. Originalmente, jornal não foi feito para dar boas notícias. Cada um é dono de seus atos. Simples assim. Jornalistas do estado acordaram; e sem ameaças.

PRECONCEITO – Paulo Henrique Amorin, da rede Record, foi condenado a pagamento de indenização por danos morais contra apresentador da Globo. Heraldo Pereira processou o colega de profissão que o classificou de ‘negro com alma branca’.

ENGAJAMENTO NULO – O que era para ser pena de prisão foi trocado por valores monetários e prestação de serviço à comunidade. Amorin fez o comentário ao concluir que Heraldo Pereira nunca se pronunciou sobre luta e reivindicações de negros e minorias.

DUPLA FACE – Com locução de Tadeu Schimidt, o Fantástico exibiu matéria em que torcedor – sob uma máscara de palhaço- corria pelos gramados em jogo do Botafogo. Com o artifício, o invasor fez sua palhaçada e teve sua imagem preservada. Patrocínio: Mustela Putorius Furo; ou barriga pura.