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De olho na TV

Natal ainda está sem tema das rádios

Por Reinaldo Rosa | 11/12/2017 10:36

ENTÃO É NATAL – Quem ouvir, favor avisar. Pleno dezembro e não se ouve criações exclusivas que emissoras locais faziam em anos passados. Mais famosa era a da FM Capital nas décadas de 80/90. Simone com versão de Lenon, não. Por favor.

TEMOS PRA HOJE - Nesta semana, João Figar, Odon Nacasato e o Estúdio Vozes colocaram nas redes sociais a chamada música de trabalho de CD a ser lançado. Juntam-se a idêntico procedimento de Carlos Colman na divulgação da 'Parceria'.

EIS A QUESTÃO - O trabalho da dupla Figar-Nakasato foi pensado como homenagem ao excelente Orlando Brito. Onze canções de qualidade contando amores, belezas e aventuras da vida sul-mato-grossense poderiam ser melhor divulgadas por responsáveis por programações de rádios locais.

ONDE PEGA - Não é por falta de opção de músicas regionais de qualidade que emissoras de Mato Grosso do Sul não teriam como fugir da mesmice dos últimos anos. Sair do surrado "a gente toca o que o povo gosta" não é pra qualquer um.

PATINHO FEIO – MPB é exaltada no mundo inteiro; menos nestas bandas. Impensável programar este segmento em rádios regionais. Tratamento quase parecido é dado a cantores e cantoras de MS espremidos em algumas horas de poucas emissoras que os programam.

Mercado musical nacional contagiado –há décadas- pelo jabaculê (pagaqueeutoco.com), rádios do Estado dão nítida impressão de fazerem parte do bolo. Dane-se a cultura dos que buscam versos rasteiros para cantarolar na cozinha.

AGULHAS NEGRAS – Em autobiografia, Rita Lee desenvolve pensamento sobre o 'paga que toca' e grande incentivador do setor. Aparecia pouco em programas "que o apresentador fala muito durante a apresentação do cantor". Jura que nunca pagou jabá.

NADA DO QUE FOI SERÁ - A onda de boas cantoras sertanejas e suas 'composições chicletes', como sempre, passará; culpa do enjoo causado por consumo excessivo. Estranha o raciocínio (ou falta de) de programadores de rádios que apostam na tecla da alienação. Pão e circo sempre.

TOCA MAIS – 'A rádio que toca notícias' –CBN- chegou com tudo para bagunçar o coreto do radiojornalismo regional. A incrível seletividade dos loucos por notícias frustra aqueles que não sabem viver sem o "manda um abraço pra mim e pra minha mulher que tá na escuta".