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De olho na TV

Tela Quente de crimes, intrigas, baixarias em dose dupla na capital

Por Reinaldo Rosa | 20/02/2013 08:45

SOBE - Notícia boa; é marcante o progresso nos índices de audiência do rádio jornalismo, em Campo Grande. Na esteira dos sites de notícias, o veículo mostra uma população cada vez mais politizada; ligar para solicitar músicas –e oferecer pra minha comadre- está perdendo espaço para assuntos que envolvem a comunidade da capital.


LIGADOS - Na asa do crescimento –e sintonia- do jornalismo, ouvintes de rádio passaram a se manifestar com mais ênfase sobre as programações. Cobram providências dos poderes constituídos e dão pitacos a respeito de músicas levadas ao ar, por exemplo. Sites e redes sociais são os preferidos no compartilhamento sobre o que acontece nas ondas hertezianas.


FORA DE ESTAÇÃO - Ao iniciar o programa com piegas mensagem religiosa e derramando plantel de intérpretes de músicas bregas, Miltinho Viana mostra a que veio em seu retorno. Aproveita o espaço para destilar sentimento (nada louvável) que nutre pela atual administração municipal. Será para breve o respectivo enquadramento na filosofia da Transamérica FM.


É GOL - Em seguida, a partir das 11h30min, vem o programa de esporte sob comando de Arthur Mário. Contando, também, com equipe super enxuta, a atração é veículo de incansável –e louvável- apoio ao futebol do estado. Tarefa digna de aplausos para quem tem a comunicação esportiva como meta.


ARTE EM DISCUSSÃO - Meu Mato Grosso do Sul, na TV Morena, no último sábado, explorou pouco o potencial que a colônia paraguaia tem para mostrar. Chamou atenção o trabalho da artista plástica, que tem o hiper-realismo como base de atuação. Parte da comunidade das artes combate o hiper-realismo como se este fosse um subproduto das artes plásticas.


A QUEM INTERESSA? - Programas popularescos sem nenhuma base educacional a ser transmitida a espectadores e espectadoras. Crime, tráfico, brigas e intrigas nas camadas humildes da cidade formam a grande ‘atração’ para trabalhos televisivos locais. Picarelli em dois programas diários, pela TV MS. Audiência pela audiência sem finalidades mais sérias.


PAUS MANDADOS - Aos manifestantes contrários à participação da blogueira Yoani Sánchez em terras brasileiras deveria ser dada a chance de eles viverem alguns anos na ilha dos manos Castro. Quem não conhece a história, acaba virando massa de manobra.


OS SEM-ASSUNTO - Noticiosos televisivos, radiofônicos e de sites mostram que aqueles que fazem oposição ao governo central estão sem pauta própria. Partido adversário fez reunião de líderes para unificar discurso do tema que seria eleito como pauta ‘para bater no governo Dilma’. Não há argumento, ainda, mas as raivosas manifestações já estão estocadas.


DEIXA COMIGO - Todas as formas de comunicação social registraram a aparição da presidente Dilma Rousseff que, em rede nacional, anunciou a diminuição de valores sobre o consumo de energia elétrica. Atualmente, áulicos ‘oposicionistas anti-democracistas e derrotistas’ –como diria o prefeito Odorico Paraguaçu, de O Bem Amado- cobram ‘coerência’ dela para usar da mesma rede e comunicar a alta nos preços dos combustíveis. Ela sabe que notícias ruins é tarefa da imprensa.


NANA NENÊ - Balanço do final do Horário de Verão: mais uma vez, repetidoras de TVs da capital, informaram que a economia foi o de consumo de um mês em cidade como Ponta Porã. Em termos nacionais a economia foi menor que o prejuízo obtido pela Petrobras no período do balanço anunciado.