As primeiras escolas do Mato Grosso do Sul eram diminutas
Fruto do menosprezo dos dirigentes cuiabanos, as primeiras escolas do Mato Grosso do Sul demoraram a surgir. Por volta de 1.886, havia neste imenso território apenas quatro escolas. Duas eram públicas, localizadas em Miranda, uma para meninos e outra para meninas. Havia uma mista, em Nioaque. A última estava dentro de uma fazenda nas proximidades do rio Brilhante, talvez em Maracaju. Em Campo Grande, não havia nenhum estabelecimento de ensino.
A candura e inocência das meninas.
Vestidas todas de branco, as meninas de Miranda são descritas: “ com bom gosto, rivalizando na candura e inocência, que nunca falta a sua idade”. Em Nioaque havia uma professora de nome Jovita Sampaio Netto, provavelmente a primeira da cidade. Ela ensinava para 18 alunos, 14 meninos e 4 meninas.
A escola da fazenda.
Outra escola conhecida pelos documentos históricos era mantida pelos moradores da região do rio Brilhante, no sitio São João do Monte-Alto, provavelmente na atual Maracaju. A fazenda era de propriedade de João Ferreira Monteiro e o estabelecimento era de instrução elementar. Sustentado por alguns pais de família, cotizavam a gratificação mensal do professor Antonio Tomaz Rodriguez. A escola tinha, na época, dez alunos que, conforme documentado, escreviam “sofrivelmente”. O prêmio para aqueles que conseguissem escrever melhor era um livro de oração.
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