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13/07/2018 08:15

O êxito depende do esforço ou do acaso?

Mário Sérgio Lorenzetto
O êxito depende do esforço ou do acaso?

"A inspiração existe, mas têm de te encontrar trabalhando". Esta frase de Pablo Picasso ressalta um dos segredos do êxito: a importância do esforço. Todavia, faz falta uma segunda parte. Algo assim como "ainda que produzir mais não seja uma garantia para que o êxito apareça". É o que sugere um estudo que analisou a carreira de 30.000 cineastas, artistas e cientistas para descobrir como surgem as frestas de êxito, os períodos - geralmente breves - em que a genialidade se manifesta e encadeiam vitórias acima do rendimento habitual.

A Universidade de Northwestern está convencida de que os momentos de êxito são universais. Afirmam que, geralmente, só acontecem uma vez ao longo da carreira, ocorrem dentro da sequência normal do trabalho de uma pessoa e duram por um período consideravelmente curto. Explicam com exemplos. Dizem que a genialidade de Einstein se manifestou somente em 1905, Pollock entre 1947 e 1950, Van Gogh em 1888 e Alejandro González Iñarritu está em seu momento "fresta de êxito" com a conquista de dois Oscar consecutivos, em 2014 e 2015.

Os cientistas também afirmam que todo mundo têm seu momento "fresta de êxito", mas poucos o entenderão e aproveitarão. Raros receberão o Nobel, o Oscar ou outros prêmios de reconhecimento de seus trabalhos. O momento de graça aparecerá de maneira aleatória ao longo da carreira. Não há uma regra que estabeleça o momento. É imprevisível. A visão convencional é que o melhor trabalho de um indivíduo tende a ocorrer entre seus 30 a 40 anos, logo depois, as esperanças de uma grande descoberta tende a diminuir. Mas os estudos não concordam com esse tradicional ponto de vista, afirmam que pode ocorrer em qualquer momento da vida. Concluem dizendo: "há muitos fatores diferentes que sabemos que afetarão o impacto na carreira, desde a produtividade, a instituição onde trabalha, o gênero, a idade, etc...".

O êxito depende do esforço ou do acaso?

Cuspindo na Copa do Mundo. A técnica "lavagem de boca".

Harry Kane, capitão da Inglaterra e artilheiro da Copa do Mundo, às vezes parece mais interessado em enxaguar a boca do que jogar futebol. No final de uma partida épica contra a Colômbia, que se estendeu por 30 minutos adicionais e pênaltis, Kane espirrou o líquido de sua garrafa mais de uma vez. Cristiano Ronaldo, o astro português, tomou goles de sua garrafa e expeliu o líquido em pontos e traços. Parecia que estava cuspindo em um tipo de código morse aquático.

Alguns jogadores cospem para evitar se sentir inchados e estão simplesmente refrescando suas bocas no calor. Outros o fazem de maneira deliberada. Estão empregando uma técnica denominada "lavagem de boca". Por mais de uma década, pesquisas em esportes de resistência, como ciclismo e corrida, mostraram que os atletas podem obter um aumento de desempenho durante intensas sessões de exercícios enxaguando suas bocas com uma solução de carboidratos e depois cuspindo sem engolir.

Essencialmente, dizem os cientistas, os receptores na boca enviam sinais para os centros de prazer e recompensa no cérebro, sugerindo que há mais energia a caminho. Então, os músculos podem se esforçar um pouco mais e não há razão para se sentirem tão fatigados.

Estão enganando o cérebro. Os cientistas também afirmam que a técnica pode ser benéfica por até 15 minutos. O problema está na quantidade de açúcar que deve ser colocada na água, formando a solução que vai à garrafa. Ninguém sabe qual a mistura ideal. Essa solução deve ser girada na boca por no mínimo 5 a 10 segundos e cuspida, quanto mais tempo, melhor, à medida que mais receptores orais entrem em contato com os carboidratos. A maioria das pesquisas indica que a lavagem de boca é ideal para exercícios intensos que durem até uma hora. Não há garantia alguma de que produzam resultado depois desse tempo. Mas também não faz mal algum, no máximo aumentará o potencial de cáries.

O êxito depende do esforço ou do acaso?
O êxito depende do esforço ou do acaso?
O êxito depende do esforço ou do acaso?

A bilionária indústria do entretenimento.

A indústria do entretenimento já é a primeira do mundo em negócios: US$1,2 trilhão de receita anual no mundo inteiro. No Brasil, essa cifra é de US$60 bilhões. Das 24 horas da vida de uma pessoa, ela consome, em média, oito com sono, oito no trabalho e sobram oito que são divididas em quatro na ocupação doméstica e quatro ociosas. Somando, são quase 1.500 horas de ociosidade. Como preenchemos tanto tempo? Com o entretenimento.

Quem inventou o esquema para montar o ativo do mercado de entretenimento? Os americano, é claro. Montaram uma indústria de música, de filmes, de literatura, que não só preenche a necessidade do cidadão como ainda exporta para preencher a de outras pessoas de diferentes países. No Brasil, os órgãos governamentais que deveriam cuidar da cultura são meros cabides de emprego para cabos eleitorais de segunda grandeza. Não se preocupam com a visão de mercado da indústria do entretenimento. Deixam o cidadão se voltar totalmente para o consumo do que é importado. Daí, a perda da identidade e o complexo de vira-lata.



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