Visitando uma pobre casa de um rico fazendeiro do MS antigo
Nossos fazendeiros eram ricos em terras, que quase nada valiam. Viviam em más condições, primitivas. Acreditavam em ideias que não tinham embasamentos científico algum. Suas residências sempre eram construídas adjacentes ao curral, pois diziam que a proximidade das vacas era útil à saúde. A maioria das residências era desprovida de mobílias. Não havia mesas e nem cadeiras, obrigando as pessoas a sentarem-se sobre um couro.
Acende e apaga da lamparina.
Devido ao calor, preferiam dormir em redes. A iluminação das residências era precária. “Uma pífia candeinha ou luminária de barro com gordura derretida e torcida de algodão”, descreveu um visitante. A lamparina apagava-se com frequência. Era um acende e apaga de endoidecer, fazendo com que o ambiente assumisse um ar melancólico e angustiante.
Comiam com as mãos.
As cozinhas eram construídas afastadas das casas, para evitar incêndios. Tinham poucos objetos. Como regra, havia apenas uma xícara em cada casa, que percorria de mão em mão. Compartilhar facas e xícaras, comer com as mãos e sorver em conjunto o tereré, era o costume de quase todos. Ninguém se importava com a falta de higiene. Causava surpresa para o viajante o gosto exagerado pelo churrasco, que era saboreado com as mãos. Gerava nojo e repugnância nos viajantes que sabiam que doenças eram transmitidas pelo uso compartilhado de objetos ou pela má higiene das mãos.
O futuro Éden.
No entanto, esta era uma região que já naquela época prometia um futuro esplendoroso. Alguns textos de visitantes afirmavam que seria um “Éden”, “A de maior futuro”, devido ao clima e à excelência das terras. Apesar de tudo, o progresso e a civilidade estariam em andamento.
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