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Caminhos da indústria: novos rumos em Ribas do Rio Pardo

Crescimento recorde movimenta a economia e traz novos trabalhadores a Ribas do Rio Pardo

Post Patrocinado | 24/04/2026 07:30
Caminhos da indústria: novos rumos em Ribas do Rio Pardo
(Foto: Divulgação)

Os números que caracterizam o aumento expressivo nos índices de desenvolvimento em Ribas do Rio Pardo desde a instalação da maior fábrica de celulose em operação do planeta são altos: 22 bilhões de reais em investimentos, impacto de 390 milhões de reais por ano na economia local, aumento de 50 milhões para 1,25 bilhão de dólares nas exportações de 2023 a 2025.

Para que fosse possível atingir indicadores tão significativos, o mercado demandou uma grande quantidade de profissionais, muitos deles especializados nas diferentes etapas de produção dessa indústria. E ainda que vários sejam rio-pardenses, a procura foi tanta que atraiu gente de todas as partes do Brasil, com seus diferentes sotaques e vivências, sob a perspectiva de criar um futuro melhor para si e para as suas famílias.

Caminhos da indústria: novos rumos em Ribas do Rio Pardo
(Foto: Divulgação)

Entre os novos moradores está Roberlan Rodrigues, que veio para Ribas atuar como operador de abastecimento de madeira na Suzano. Ele conta que começou sua carreira trabalhando na planta industrial da mesma empresa, mas bem longe de Mato Grosso do Sul. “Eu posso dizer que o Senai é uma segunda mãe pra mim. Eu me lembro que, muito novo, fiz o curso de armador de ferragem no Senai e pude trabalhar na construção da fábrica da Suzano no Maranhão, foi a minha primeira profissão. E foi através dessa profissão que conheci o maquinário pesado pelo qual me apaixonei. Agora, estou trabalhando dentro da fábrica manipulando a madeira que, outrora, eu cortava”.

Caminhos da indústria: novos rumos em Ribas do Rio Pardo
(Foto: Divulgação)

A aluna paranaense do Senai Vitória Gomes descreve a história de sua família na indústria, que começou na vida profissional de seu pai. “Ele também trabalha na Suzano, é mecânico. Eu sempre gostei dessa área. Ele sugeriu que, depois que eu terminasse a escola, eu fizesse um curso técnico. Estou fazendo o de celulose e papel e, logo que eu comecei o curso, a empresa me chamou para trabalhar. Em abril me ligaram; comecei em maio”. O plano, segundo Vitória, é cursar engenharia mecânica na universidade ano que vem para “ingressar e crescer nessa área cada vez mais”.

Paulo Felipe Querubim, aprendiz de eletromecânica no Senai, ressalta ainda que a vinda da indústria para Ribas do Rio Pardo teve um efeito de permanência para quem via na mudança de endereço uma das únicas alternativas para ingressar no mercado de trabalho.

“Com a entrada de novas empresas investindo numa cidade que está em crescimento e que ainda tem potencial de crescer, a ideia foi outra. E eu tenho certeza que a carreira na indústria vai me trazer isso aí, minha casinha própria, meu carrinho, uma viagem, coisas que eu tanto desejo, né? Com essa oportunidade que eu estou tendo, eu vou conseguir”.

Caminhos da indústria: novos rumos em Ribas do Rio Pardo
(Foto: Divulgação)

Já a soldadora Tatiane de Moraes tem 26 anos de indústria e morava em Parauapebas, no Pará, antes de fixar residência em Ribas. “A indústria me levou da Bahia até o Pará e do Pará até o MS”, relata. Mãe de duas meninas, ela diz que um grande incentivo para trocar de emprego e endereço foi a perspectiva de matricular suas filhas na Escola Sesi – mesmo que a mudança pudesse exigir um período de adaptação. “A minha caçula, agora, tá tirando de letra”, conta com carinho. “A mais velha foi medalha de ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Robótica em Campo Grande, foi para o Espírito Santo concorrer também. Então, eu percebo que a nossa mudança agregou bastante valor”.

Caminhos da indústria: novos rumos em Ribas do Rio Pardo
(Foto: Divulgação)

Outra mãe de duas meninas que passou a morar em Ribas por conta da indústria foi Jéssica Reis, que saiu da Bahia quando o marido foi transferido para Mato Grosso do Sul. As crianças do casal estão dentro do espectro autista e, também por esse motivo, a aceitação e inclusão de ambas no colégio eram questões ainda mais relevantes para os pais durante o processo de mudança. Ao inscrevê-las na Escola Sesi, ela diz que sua família foi acolhida desde o início por uma equipe multidisciplinar, que mobilizou professores de apoio e adequou a rotina das aulas às necessidades de cada uma. “Uma das propostas da indústria era a de que teria uma escola boa em que os nossos filhos pudessem estudar e a promessa foi cumprida”.

Jéssica destaca, sorridente, a superação que percebe na filha em questões como a interação social após o ingresso no ambiente escolar do Sesi; a jovem Valentina, de 12 anos, confirma. “Estou sempre mais ativa”. Por fim, fica o desejo da mãe, que declara confiante: “eu creio que o futuro delas vai ser lindo”.

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