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Direto das Ruas

Barrada de convênio, paciente com câncer espera cirurgia urgente

Mulher de 55 anos está sem atendimento após fim de vínculo com a Cassems; família pede prorrogação de um mês

Por Kamila Alcântara | 17/04/2026 17:54
Barrada de convênio, paciente com câncer espera cirurgia urgente
Paciente internada durante tratamento no hospital da Cassems (Foto: Direto das Ruas)

Uma mulher de 55 anos, em tratamento contra câncer no intestino, está sem acompanhamento médico e aguarda cirurgia considerada urgente em Campo Grande. O atendimento foi interrompido após o fim do vínculo do marido com o plano de saúde da Cassems, e a família tenta, sem sucesso, manter a cobertura por mais um mês para concluir o tratamento.

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Mulher de 55 anos com câncer no intestino aguarda cirurgia urgente em Campo Grande sem cobertura de plano de saúde. O marido, professor de 68 anos, perdeu o vínculo com a Cassems após deixar de lecionar na rede estadual. Ele pediu prorrogação por um mês para concluir o tratamento da esposa, mas a operadora negou. A família não consegue arcar com o plano individual e enfrenta demora para ingressar no SUS.

Pelo canal Direto das Ruas, nesta sexta-feira (17), o marido, professor de 68 anos, disse que era convocado na rede estadual e perdeu as aulas ao longo de 2025. Com isso, também perdeu o direito ao plano. Diante da situação, procurou a operadora e conseguiu manter o atendimento por seis meses, pagando como se ainda fosse servidor.

O prazo terminou em 31 de março deste ano. Antes do vencimento, ele afirma que pediu a prorrogação por mais um mês, alegando que a esposa está na fase final do tratamento e precisa passar por cirurgia. “Eu avisei antes de vencer. Falei que ia precisar de mais um mês para ela terminar o tratamento, mas eles não estenderam”, relata.

Segundo ele, a paciente já passou por quimioterapia e radioterapia, utiliza bolsa de colostomia e depende de avaliação médica para dar continuidade ao procedimento cirúrgico. “Ela precisa ser vista pelo médico, precisa tomar medicamento. Já está se passando tanto tempo que ela está sem ir ao médico”, afirma.

Exames recentes foram enviados ao especialista por meio digital, e a recomendação foi de urgência. “O médico avaliou e disse que ela precisa urgentemente fazer essa cirurgia, não pode esperar muito tempo”, diz.

Sem a prorrogação, a alternativa oferecida pela operadora teria sido a migração para plano individual, com valor mais alto. “Eles querem que eu pague o dobro, mais de mil reais. Eu não tenho condição. Eu só queria pagar mais um mês como antes”, afirma.

Sem cobertura, a família buscou atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas relata demora no processo de entrada no sistema. “Para entrar no SUS leva cerca de um mês. E ela não pode esperar esse tempo, está sem medicamentos, sem olhar médico. Posto de saúde não resolve porque precisa de especialista”, relata.

O caso foi levado à ouvidoria da operadora, mas, segundo o professor, não houve flexibilização. “Eu expliquei toda a situação dela, mas eles estão irredutíveis. É só mais um mês para terminar o tratamento”, termina.

Ao Campo Grande News, a instituição respondeu que "cumpriu integralmente a legislação e o estatuto, ao garantir a manutenção da beneficiária por seis meses após o fim do vínculo do titular. Buscando assegurar a continuidade do tratamento oncológico, a Caixa dos Servidores ofereceu, formalmente, a migração para plano individual, com isenção de carências e a extensão da cobertura mediante pagamento".

Com a recusa, continua a nota, a Cassems alega que "não possui previsão legal para oferecer cobertura gratuita. A interrupção do vínculo decorre, exclusivamente, da recusa do beneficiário em aceitar as alternativas de manutenção oferecidas, que permanecem disponíveis para aceite imediato".

A reportagem Também procurou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecer como funciona o fluxo de atendimento em situações emergenciais pelo SUS, mas ainda não houve retorno oficial.

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