Chuva alaga casas e moradores cobram limpeza de bueiros
Relatos apontam ruas tomadas por água e lama após temporal no Universitário
Moradores do Residencial Terra dos Pequis relataram alagamentos em casas após a chuva registrada na noite desta quinta-feira (16), na Rua Manoel Crescente Silva, no Bairro Universitário, em Campo Grande. A água invadiu imóveis por causa de bocas de lobo entupidas, segundo relatos feitos por quem vive na região.
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Célia Pereira afirma que o problema é recorrente e causa transtornos sempre que chove. “Olha só como está aqui no bairro. Cada vez que chove fica complicado. Alaga tudo e a gente fica no sufoco. Não pode sair nem entrar em casa”, relata.
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Ela diz que a situação ocorre atrás do condomínio Sitiocas e atinge diversas residências. “A gente fica preso aqui. A água sobe e não tem para onde ir. Fica difícil até para sair de casa”, completa.
Segundo a moradora, a principal causa é o entupimento de bocas de lobo. Um dos dispositivos de drenagem está coberto por terra, o que impede o escoamento da água. “Tem dois bueiros super entupidos. A água não desce e vira esse enxurradão”, afirma.
Célia conta que não conseguiu sair de casa para ir à faculdade por causa da chuva. “Hoje nem pude ir para a faculdade. Como que eu ia? Não tem nem como passar”, diz.
Ela também afirma que moradores evitam fazer a limpeza por medo de punição. “Falaram que a gente não pode mexer no bueiro, que pode dar multa. Eu até pensei em limpar, mas fiquei com receio. Agora não sei se isso é verdade”, relata.
Os moradores dizem que já pediram ajuda ao poder público várias vezes, sem retorno efetivo. “Já ligamos na prefeitura umas quatro vezes. Falaram que vinham limpar, mas nunca vieram”, afirma Célia.
Durante a chuva, a força da água forma correnteza na rua e dificulta a circulação. “Esse vídeo eu fiz agora. É um enxurradão e não abaixa tão cedo, porque os bueiros estão entupidos”, descreve.
Após o volume de água baixar, a lama toma conta da via e continua a dificultar o acesso. “Depois que a água vai embora, fica uma lama escorregadia. Não tem como a gente passar”, relata.
A reportagem procurou a prefeitura para comentar a situação e informar se há previsão de limpeza das bocas de lobo na região. O espaço segue aberto para manifestação.
[ * ] Matéria alterada às 21h49 para correção de informação.


