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Direto das Ruas

Leitor caí em golpe e por 2 anos recebe multas por carro que não sabe onde está

Além disto, dinheiro cobrado pelo veículo nunca foi pago

Por Giovana Martini | 03/03/2021 11:06
Modelo do carro que Flávio perdeu no golpe. (Foto: Reprodução)
Modelo do carro que Flávio perdeu no golpe. (Foto: Reprodução)

Em 2019, Flávio Salomão Candia, de 55 anos, precisava vender sua S10, modelo 2006, porque mesmo parado, o carro só gerava dívidas. Para sua surpresa, um senhor apareceu em sua casa, no Bairro Monte Castelo, com um oferta para o veículo. "Eu não tinha anunciado o carro em lugar nenhum, só deixava ele na frente de casa. Um dia ele apareceu, aparentava ter 60 anos, dizia que era pintor, falou que o carro era bom para o serviço dele e perguntou se eu não queria vender. Dei um prazo de 60 dias para pagar porque ele disse não estar bem financeiramente e foi aí que começou toda essa dor de cabeça".

O caso serve de alerta. O que parecia ser o negócio certo na hora certa virou uma confusão: o senhor levou o carro e, dois anos depois, Flávio ainda não viu um real sequer dos R$ 26 mil cobrados, além de receber todas as multas e boletos de IPVA.

"Nós combinamos o prazo de 60 dias pra ele me pagar, mas eu segurei os documentos do carro, deixei claro que só entregaria depois de quitado. Ele pegou o carro e sumiu, um tempo depois eu fui até a casa dele procurá-lo; o filho me disse que ele e a mulher tinham se separado e o garoto não quis me dizer onde ele tava. Até sair rodando pelos bairros da cidade pra ver se acho o carro eu já fiz", relatou o engenheiro.

Devido os documentos ainda estarem no nome de Flávio, por dois anos ele tem recebido multas e cobranças de IPVA por um veículo que nem sabe onde está. "O IPVA do ano passado eu fui obrigado a pagar, mas o deste eu não consegui. Nunca vi nada do dinheiro, ele não pagou absolutamente nada e sumiu", conta ele indignado.

Ao tentar a situação para as autoridades, Flávio encontrou mais empecilhos. "A Polícia Civil me disse que, porque nós tínhamos um contrato, ele prevalecia; não entenderam que eu fui induzido há um erro. Chegou num ponto que nem eu mais posso pegar o carro, tem que ser um oficial de justiça. Eu não posso mais pegar o que é meu", lamentou.

Sem muita perspectiva de solucionar o caso, o engenheiro ainda se choca com as atitudes de quem lhe aplicou um golpe. "Penso que foi algo muito bem preparado. E me espanta o fato dele estar rodando sem documento a dois anos e ainda não ter caído numa blitz, porque se ele fosse pego pelo menos eu saberia onde é que esse carro está", finalizou.

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