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Campo Grande, Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

13/12/2017 15:20

Não está fácil para ninguém: bairros nobres também sofrem com buracos

Em vias de regiões como Giocondo Orsi, Itanhangá Park e Carandá Bosque condutores precisam desviar para não cair nas crateras.

Anahi Gurgel
Veículo não consegue desviar e pneu cai em buraco. (Foto: Anahi Gurgel)Veículo não consegue desviar e pneu cai em buraco. (Foto: Anahi Gurgel)

A saga de motoristas para deslocamento pelas ruas de Campo Grande neste chuvoso dezembro mostra que os buracos não têm “classe social” e desafia também quem passa por vias de bairros nobres da cidade.

Em pouco mais de 100 metros cerca de 30 buracos grandes foram encontrados na Rua Antônio de Oliveira Lima, no Itanhangá Park.

Os motoristas que passam pelo trecho próximo à esquina com a Rua Costa Marques, precisam reduzir a velocidade e ter bom senso para dividir, com outros veículos, os poucos espaços sem buracos. Alguns condutores são obrigados a invadir a contramão.

“Bairro de rico também tem buraco. Eu tenho que andar em zigue-zague para desviar de tantos. Até já tive prejuízo com um pneu que estourou”, conta o motociclista Laerte do Nascimento, 33, que faz serviço de pintura em uma das residências da área.

A buraqueira segue em toda a extensão dessa rua, da Rodolfo José Pinho até a Joaquim Murtinho.

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Cratera na Rua Antônio de Oliveira Lima. (Foto: Anahi Gurgel)Cratera na Rua Antônio de Oliveira Lima. (Foto: Anahi Gurgel)

Perto dali, na Chácara Cachoeira, intriga o fato de uma enorme cratera ter sido aberta no asfalto a poucos centímetros de um remendo aparentemente fresco. A cena foi registrada no encontro das ruas da Várzea com Augusto Antonio Mira, onde os condutores precisam ter atenção redobrada para não cair na “armadilha”. 

Na verificação das condições da pavimentação nesses bairros, seguindo para o Giocondo Orsi, equipe do Campo Grande News encontrou um motorista de caminhão com dificuldade para atravessar trecho da Rua Neuza Vagas de Alencar, na Santa Fé.

“Terei que dar a ré, porque o caminhão é pesado e pode não conseguir passar pela cratera cheia de água”, avaliou Paulo Freitas Santos, 43.

Seguindo caminho, os obstáculos são avistados logo na entrada do Jardim Autonomista, na Rua Autonomista. Ali, a área para os carros passarem foi reduzida devido à diversos buracos.

Na movimentada Tapajós, perto da Rua Carijós, na Vila Rica, outra cratera se abriu no meio da pista.

Caminhão parado ao lado de cratera que toma praticamente toda a pista de rua na Santa Fé. (Foto: Anahi Gurgel)Caminhão parado ao lado de cratera que toma praticamente toda a pista de rua na Santa Fé. (Foto: Anahi Gurgel)
Empresária em sua confeitaria, na Rua Tapajós, que temj cratera enorme no meio da rua. (Foto: Anahi Gurgel)Empresária em sua confeitaria, na Rua Tapajós, que temj cratera enorme no meio da rua. (Foto: Anahi Gurgel)

"Os motoristas que seguem no sentido centro bairro precisam entrar na mão contrária para evitar danos. Se dois carros passam na mesma hora, tem que ter consenso entre eles para evitar acidentes. Pior ainda que é linha de ônibus", disse a empresária Ana Paula Saliba Dias, 37, que tem uma confeitaria na região

No Giocondo Orsi, a mesma situação pôde ser averiguada em ruas como a Kame Takaiassu, no entorno da Tecainda, bem em frente à Praça do Regi, e ainda no cruzamento da Tropeiro com Nagib Ourives. 

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), afirmou no início do mês, que todos os buracos da cidade serão fechados até o final de janeiro, criticando o passivo deixado pela gestão anterior de 250 mil buracos.

Por nota, a assessoria de imprensa informou que, com a homologação do processo licitatório, nos próximos dias a prefeitura vai ampliar a abrangência do tapa-buraco nas sete regiões urbanas da cidade.

"Está previsto que, na próxima semana, haja o deslocamento de uma frente de serviços para a região do Carandá Bosque", complementa. 

No Chácara Cachoeira, o serviço foi feito ainda na vigência dos contratos emergenciais, encerrados em outubro. Como nos últimos 45 dias o índice pluviométrico foi recorde, o excesso de umidade do solo levou ao surgimento de novos buracos em vias onde o pavimento está desgastado, informou.


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Se onde tem asfalto está assim, imagina no Rita Vieira.
 
Geno em 13/12/2017 17:32:32
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