Obra de asfalto vira transtorno com lama e veículos atolados na Moreninha IV
Morador reclama de buracos abertos há 15 dias e diz que já precisou pagar guincho para resgatar carro
Moradores da Moreninha IV, região sul de Campo Grande, enfrentam transtornos provocados pelas obras de pavimentação do bairro. Na Rua Oriomar Fernandes, buracos abertos há cerca de 15 dias se transformaram em pontos de lama após as chuvas, dificultando a passagem de veículos e causando prejuízos. A situação foi denunciada ao canal Direto das Ruas.
RESUMO
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Moradores da Moreninha IV, em Campo Grande, reclamam dos transtornos causados por obras de asfaltamento divididas em etapas na Rua Antonio Pires de Oliveira. As escavações abertas, somadas às chuvas recentes, geraram lama e deixaram veículos atolados. A população critica a lentidão do serviço executado por empresa particular, que deixa trechos inacabados antes de avançar para outras vias, causando prejuízos e dificuldades diárias de locomoção aos residentes da regiao sul.
Lama e veículos atolados se tornaram parte da rotina na região. Segundo o encarregado operacional Felipe da Silva Pereira, morador da rua, a obra é executada por uma empresa privada e ocorre em etapas. Ao questionar os trabalhadores, ele foi informado de que a orientação seria realizar a preparação das vias do bairro antes de iniciar a pavimentação.
O serviço começou há cerca de 15 dias, com a escavação e preparação do terreno. Conforme Felipe, as chuvas interromperam os trabalhos e a lama acumulada passou a dificultar a circulação. Em vídeo enviado à reportagem, é possível ver um homem tentando desatolar um caminhão que ficou preso na via.
“Já tive prejuízo por ter que gastar com guincho para sair da lama. Comecei a deixar meu carro na esquina, porque sempre atolava na rua”, relatou Felipe.
Para conseguir chegar ao veículo, estacionado em outro ponto do bairro, o morador passou a levar um par de sapatos na bolsa. Ele utiliza um calçado para atravessar o trecho de lama e troca antes de seguir para o trabalho.
“Se fosse pra deixar a gente nesse caos, era melhor ter jogado um cascalho e pronto”, reclamou.
Felipe critica a execução do serviço em etapas, sem concluir uma rua antes de iniciar os trabalhos em outra. Ele também questiona a demora na conclusão da pavimentação e cobra uma solução para garantir a passagem dos moradores enquanto as obras não terminam.
A reportagem tentou contato com a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e com a Prefeitura de Campo Grande para obter esclarecimentos sobre o caso, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação e atualização da matéria.
(Com supervisão de Guilherme Cavalcante)
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

