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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

21/08/2012 14:41

Ambulantes voltam ao centro e transformam calçadas em feirinhas

Mariana Lopes
Enquanto na rui Barbosa o comércio ambulante é montado em barracas... (Fotos:  Rodrigo Pazinato)Enquanto na rui Barbosa o comércio ambulante é montado em barracas... (Fotos: Rodrigo Pazinato)
... Na 15 de Novembro, os ambulantes improvisam em cima de caixas de papelão mesmo... Na 15 de Novembro, os ambulantes improvisam em cima de caixas de papelão mesmo

Eles voltaram aos poucos, foram se instalando nas calçadas novamente e já podem ser vistos por todos os cantos na região central de Campo Grande. Os vendedores ambulantes, que há 13 anos foram proibidos de atuar nas calçadas, estão de volta e, em alguns pontos, até transformaram as calçadas em uma feira ao ar livre, com direito a barraca e tudo.

Na rui Barbosa com a avenida Mato Grosso, na calçada da Santa Casa, são cinco barracas, montadas no total improviso. Os produtos são expostos muitas vezes dentro de malas ou sacolas, que vão em cima de mesas ou tábuas, colocadas em cima de bancos. E para proteger do sol quente, uma lona serve de toldo, amarrada da barraca às arvores ou postes. Tudo bem improvisado.

Ali, os ambulantes vendem de tudo, de roupas a pomadas, passando por perfumes, fósforos, brinquedos e até ervas naturais. Ao perceber a presença da reportagem do Campo Grande News, a maioria se recusou a falar sobre a permanência no local.

Com a expressão fechada, Francisco Honato, 70 anos, reclama de perseguição dos fiscais da Prefeitura, e em seguida desabafa sua própria situação. “É tudo o que eu tenho, esse carrinho e uma casinha velha”, conta o vendedor de ervas. Antigamente, ele vendia frutas em um ponto na rua 14 de Julho, até o expulsarem de lá.

Embora tenha consciência de que a qualquer momento pode ser obrigado a sair da calçada da Santa Casa, o ambulante José Dário Damacena, 78 anos, há 2 anos monta sua barraquinha todos dias. “Não estou matando, não estou roubando, estou aqui para trabalhar, para levar comida para a minha casa, só isso”, arremata.

E é o que pensa a doméstica Cristiane Costa dos Santos, de 44 anos. Ela trabalha há 17 anos na casa bem em frente ao hospital e até já se acostumou com a presença dos ambulantes. “Antes de montarem o camolódromo tinha muito mais ambulantes”, lembra.

Embora tenha consciência de que a qualquer momento pode ser obrigado a sair da calçada da Santa Casa, o ambulante José Dário Damacena, 78 anos, há 2 anos monta sua barraquinha todos dias.Embora tenha consciência de que a qualquer momento pode ser obrigado a sair da calçada da Santa Casa, o ambulante José Dário Damacena, 78 anos, há 2 anos monta sua barraquinha todos dias.

Em outro ponto da cidade, na rua 15 de Novembro, próximo ao Camelódromo, a calçada até parece uma extensão do centro comercial, de tantos ambulantes.

“Tem gente que reclama por causa da estética, diz que o ambiente fica feio, mas para mim é indiferente”, pontua o comerciante Wanderson dos Santos Leite, 33 anos, que montou uma lanchonete no local há 3 meses.

Na 15, as mercadorias são expostas de maneira mais informal ainda, em cima de caixas de papelão e até mostruários móveis. “Tive uma loja por 25 anos, até um ladrão entrar nela e levar tudo. Tive que vender meu ponto para pagar as dívidas, daí tive que vender na rua, é o que eu sei fazer”, conta Pedro Arruda, de 70 anos.

Sobre a concorrência com os colegas que não pagam impostos, uma comerciante que preferiu não se identificar disse não se sentir injustiçada. “Eles também são trabalhadores, precisam do dinheiro, cada um se vira como pode”, enfatiza.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campo Grande, há fiscalização constante nas ruas para notificar os ambulantes e apreender o material, que é encaminhado à Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). A multa varia entre R$ 308,50 a R$ 1.542,50 e pode dobrar em caso de reincidência.



hj tenho mha loja comprei meu carro tdo na rua ja dei uma entrevista para este saite hj tenho mha loja e sucesso em Manaus breve luciano huck vai vim aqui tds vcs me conhecerao ok hj dou palestras motivaçao por ai terminando meu livro youtube leni paranaense tem 26 entrevistas radio e tvs varias bjs 92 82747694 tim se quiser dou outra entrevistas bj leni paranaense
 
marleni pereira santos em 15/09/2012 12:18:22
ola meu nome e leni Paranaense ja morei ai em Campo Grande hj moroManaus sei bem como e a vida de um Abulante Cameloja fui mto humilhada nas ruas comecei vender meias nas ruas ai num fase mtooo dificil de mha vida 2007 esposo doente tdo dava errado sempre fui otima vendedora mas nao conseguia trabalho ai Campo Grande ms. Ai tive uma grande ideia que deu e mto certo comecei vender meias com
 
marleni pereira santos em 15/09/2012 12:15:24
Desrespeito são os políticos roubando como estão, os impostos são um absurdo, para que? Essas pessoas estão trabalhando, será que o certo é roubar e vender drogas???
 
vanessa silva em 22/08/2012 10:28:15
Realmente é uma situação delicada,pois, por um lado eles têm que ganhar o pão de cada dia;por outro,a atitude deles vai de encontro às leis.O correto seria as autoridades construir um outro camelódromo, porém com algumas correções que ainda hoje persistem, como o fato deles não recolherem impostos para os cofres públicos.
 
Daniel Assunção em 22/08/2012 10:21:03
comentários maldoso outros sem noção mais ver o poblema de cada um niguêm ve alguêm já observou as pessoas que estão trabalhando neste pontos, senhores de 70 ano de 75 atê 80 são pessoas humilldes que c/ sua aposentadoria e tão peguena que só dar p/ alimentação e medicamentos o seja só c/ estas atividades já melhora a qualidade de vida deles o seja a alta estimá pessoas que luta ate hj !!!!
 
cicera maria em 22/08/2012 10:19:34
Eu trabalho como secretaria,comecei agora a fabricar bombons,brigadeiro e beijinho para aumentar a renda, saímos à noite de bar em bar,nas feiras do bairro e se precisar vou montar uma barraca na calçada também por que não,vou ganhar o meu dinheiro honestamente,não vou roubar e nem matar ninguém,estamos em um país que diz democrático e livres para fazermos o que queremos.
 
Maria Ramona Vaz em 22/08/2012 09:44:32
atrapalha o ir e vir dos pedestres sim,com certeza,mas temos que ver as condições em essas famílias vivem,muitas tem filhos,são doentes o salario que recebe da aposentadoria não dá falta para a alimentação,ali eles estão trabalhando suando para ganhar um dinheiro extra.Caso contrario vão roubar,assaltar e ai vai preso,qual é melhor trabalhar como ambulantes ou roubar e ser presso?pense nisso!
 
Maria Ramona Vaz em 22/08/2012 09:38:50
Bom Dia!
Pois é todos criticam,mas fazer alguma coisa por eles ninguém faz, nada não é mesmo.Estam todos os dias tentando ganhar o seu pão do dia a dia,nossos governantes só sabe cobrar imposto e mais imposto,cadê o resultado,só no bolso deles...essas pessoas que estam trabalhando nas calçadas também pagam imposto igual a todos e por que querem tira-los de la?
 
Maria Ramona Vaz em 22/08/2012 09:33:19
Se a Prefeitura de Campo Grande não tomar a devidas providências com rapidez, essa atividade dos ambulantes nas calçadas se tornará impossível. Como é que ficam os pedestres sendo atrapalhados em seus direitos de ir e vir com segurança? Elês têm seu espaço próprio para comércio. É inadimissível que isso volte a acontecer. A população espera providências da administração municipal.
 
Marcos Caetano em 21/08/2012 11:28:21
Deixa eles trabalhares, coitados!!! Não atrapalham ninguém, e não ganham quase nada.
 
MARCELLO MENDES em 21/08/2012 09:23:13
Isso tudo é resultado de nossas escolhas políticas! P q não fazem uma política pública p viabilizar o trabalho dessa gente, e assim sairem da clandestinidade? isso dá mto trabalho, e não é visível aos olhos da população, neh?!. É mais favorável continuarem nas ciclovias, para encher os olhos do povão!!! Afinal, mais uma eleição ta chegando aí! Vamos abrir os olhos meu povo!!!
 
Fabiana Rocha em 21/08/2012 08:38:49
Concordo com os ambulantes, porque se os impostos fosse cobrados de forma correta sem taxa muito elevada, não tinha necessidade de trabalhar na informalidade, mas os impostos a cada dia só aumenta e ninguém sabe para onde vai tanto dinheiro. Não adianta colocar a fiscalização em cima é um problema social que a prefeitura tem que solucionar.
 
Alex Brunner em 21/08/2012 04:51:10
Acho um desrespeito muito grande com os pedestres , a calçada já é estreita e povo faz dela uma feira livre.... Tem que fazer igual em São Paulo , chamar a guarda municipal e impedir isso , porque daqui a pouco vai estar igual era da década de 90. Sem contar que é muito feio ver essas barracas espalhadas pela cidade. Por outro lado todo mundo precisa trabalhar, então o povo tem que se qualificar.
 
Genivaldo caitano em 21/08/2012 04:04:14
Esses camelôs atrapalham a locomoção de pedestres e a acessibilidade de deficientes físicos. Além de não pagarem impostos, atuam de forma clandestina e prejudicam os comerciantes que atuam dentro da lei. Tem que haver isonomia. Está na hora da prefeitura de nossa capital coibir esse tipo de comércio ilegal.
 
Lais Oliveira em 21/08/2012 03:57:00
Todos tem que trabalhar, mas é um desreipeito com aqueles que estão no camelódromo pois abriram firma, muitos tem funcionários, além da poluição
visual, atrapalha quem andam nas calçadas.
 
Victor Antunes em 21/08/2012 03:25:59
imagem transparente

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