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01/03/2013 12:36

Beneficiado pelo consumo das famílias, setor de serviços é destaque da economia

Vitor Abdala, da Agência Brasil

O setor de serviços foi o único que apresentou crescimento na economia brasileira em 2012. Com alta de 1,7% no ano, o setor, que já representa 68,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, sustentou o crescimento de 0,9% da economia do país. Isso porque a agropecuária e a indústria tiveram quedas na produção no ano, de 2,3% e 0,8%, respectivamente.

Segundo o coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto, o crescimento dos serviços foi beneficiado pelo consumo das famílias, que, em 2012, aumentou pelo nono ano consecutivo, ao registrar alta de 3,1%.

De acordo com o IBGE, em 2012 houve elevação de 6,7% na massa salarial real e alta de 14% nas operações de crédito para pessoas físicas. “Os serviços têm uma conexão forte com renda e consumo. O impacto do crescimento é do consumo das famílias que demandam serviços”, disse Olinto.

Entre os setores de serviços que mais se destacaram estão os serviços de informação, que cresceram 2,9%, a administração, saúde e educação pública (2,8%) e outros serviços (1,8%). As atividades imobiliárias e aluguel tiveram alta de 1,3% e o comércio, de 1%. Crescendo abaixo do PIB, aparecem a intermediação financeira (0,5%) e transporte, armazenagem e correio (0,5%).

O setor da agropecuária teve uma redução de 2,3% devido a quedas nas produções de culturas como arroz (-15,4%), soja (-12,3%), cana-de-açúcar (-5,6%) e laranja (-4,3%).

Apesar da queda de 0,8% da indústria em 2012, o subsetor de produção e distribuição de eletricidade, gás e água foi o grande destaque do PIB, com alta de 3,6%. A construção civil também cresceu (1,4%). As quedas ficaram com os subsetores de extrativismo mineral (-1,1%) e indústria da transformação (-2,5%).

No setor externo, a exportação de bens e serviços cresceu 0,5% e a importação, 0,2%. Já a formação bruta de capital fixo (que representa os investimentos) caiu 4% no ano, principalmente devido à queda de 9,1% na produção de máquinas e equipamentos.

A taxa de investimentos sobre o PIB fechou o ano em 18,1% (em 2011, foi 19,3%). Já a taxa de poupança teve o menor índice desde 2002, com um índice de 14,8%.



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