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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

04/10/2017 16:47

Campo Grande é a única capital do País com alta no custo da cesta básica

Osvaldo Júnior
Tomate foi o alimento que mais encareceu em setembro (Foto: Arquivo)Tomate foi o alimento que mais encareceu em setembro (Foto: Arquivo)

Campo Grande é a única capital em que a cesta básica ficou mais cara no mês de setembro. A variação, verificada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), é de 1,17%. O maior responsável pelo aumento foi o tomate.

De acordo com a pesquisa, o custo médio da cesta, em Campo Grande, foi de R$ 359,24 no mês passado. São R$ 4,15 ou 1,17% a mais que o valor de R$ 355,09 relativo a agosto. Mesmo modesta, essa é a única alta entre as 21 capitais consideradas no levantamento. A maior queda, verificada em Maceió, foi de 5,22%.

Dos 13 produtos (carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga), sete ficaram mais baratos em setembro na comparação com o mês anterior. No entanto, as majorações foram mais expressivas, o que impulsionou a inflação geral.

O maior impacto na alta dos preços veio do tomate. Esse alimento subiu 10,38% em setembro. Nas demais capitais pesquisas, a fruta registrou deflações, que variaram de -31,42% (Brasília) a -4% (Manaus).

Além do tomate, também ficaram mais caros, em Campo Grande, os seguintes alimentos: manteiga (6,01%), batata (2,26%), carne (1,06%), pão (1,02%) e banana (0,48%).

Acumulados – Apesar de ser a única capital com alta em setembro, Campo Grande está entre as capitais com quedas mais expressivas no custo da cesta básica neste ano. Os destaques nas deflações, de janeiro a setembro, são do Centro-Oeste: Cuiabá (-13,91%), Campo Grande (-11,96%) e Brasília (-11,28%).

Em 12 meses, o valor da cesta apresentou redução em todas as cidades pesquisadas. As taxas negativas variaram entre -19,11%, em Cuiabá, e -5,19%, em Goiânia. Em Campo Grande, a redução foi de 16,89%.

A pesquisa calcula o valor médio dos alimentos a partir do consumo recomendável para uma família de quatro pessoas. Considerando o maior custo da cesta – verificado, em setembro, em Porto Alegre (R$ 436,68) e as prerrogativas constitucionais quanto às necessidades básicas –, o salário mínimo deveria ser de R$ 3.668,55.



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