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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/07/2012 15:58

Chips da Oi continuam sendo anunciados em postos terceirizados

Paula Vitorino
Locais ainda exibem propaganda de venda da Oi. (Foto: Rodrigo Pazinato)Locais ainda exibem propaganda de venda da Oi. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Pelas ruas de Campo Grande, a proibição de venda de novas linhas da operadora da Oi é novidade para muitas pessoas e até para comerciantes que vendem chips de celulares. A medida restritiva da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com o objetivo de exigir da operadora melhorias na qualidade do serviço, começou a vigorar a partir de hoje em todo o Estado.

“Nem tinha ouvido falar. Meus amigos usam mais a Claro e por isso quase não ouço falar da Oi”, diz Lucimara da Silva, de 23 anos.

Na entrada da única loja própria da Oi no Centro, um cartaz avisa a restrição de venda. Mas a reportagem do Campo Grande News constatou que quiosques e bancas de revistas que comercializam chips pré-pago continuam com faixas informando a venda da operadora Oi.

A proprietária de uma banca de revistas e o dono de uma barraca de mercadorias diversas disseram a reportagem que não sabiam da medida e não receberam nenhum comunicado da operadora. No entanto, os comerciantes afirmam que a proibição não altera muito na rotina de vendas, já que os chips da Oi são os que têm menos procura.

“Enquanto vendo 5 das outras operadoras em uma semana, às vezes não vendo nem 1 chip da Oi”, diz uma comerciante.

De acordo com levantamento da Anatel do mês de junho, a Vivo é a operadora com mais clientes no Estado – mais de 1,500 milhão. Logo atrás está a Claro, também com mais de 1 milhão de usuários, e a Tim tem cerca de 600 mil. A Oi aparece em último, com cerca de 200 mil clientes.

A jovem Renata Fernandes, de 23 anos, diz que as promoções da Oi são até melhores que de outras operadoras, mas não compensa porque poucas pessoas são usuárias da operadora no Estado.

Já para quem é cliente da Oi, a proibição é tida como uma surpresa. A estudante Gabrielly Lima, de 13 anos, prefere a operadora justamente pelas promoções, principalmente de ligações a distância, e garante não ter reclamações da Oi.

“Nunca tive problema pra fazer ou receber chamada”, diz.

No ranking do Procon/MS, a Oi é a operadora com menos reclamações no primeiro semestre deste ano.

Posicionamento-A Oi informou, em nota à imprensa, que está cumprindo as exigências da Aneel, "no que se refere à proibição de venda e ativação de linhas telefônicas móveis no Mato Grosso do Sul".

A empresa diz que os distribuidores de chips da receberam ofício da companhia solicitando que os pontos fossem informados da proibição da habilitação de novas linhas móveis a partir de hoje (23/7).

"Os estabelecimentos também receberam mensagens sobre a proibição por meio das máquinas POS (Point of Sale), que efetuam recargas de créditos para celulares."

Ainda de acordo com a empresa, cartazes informativos estão sendo afixados nas lojas.

"Caso o cliente já tenha adquirido algum chip (bloqueado), ele deverá procurar diretamente o ponto de venda onde realizou a compra para solicitar o ressarcimento, pois a linha não está apta para ativação", diz a nota.

A empresa diz que as lojas continuarão abertas para os outros serviços e reforçou que, tirando a venda de chips e dados da telefonia móvel, os outros setores continuam prestando atendimento normal.

Gabrielly conta que não sabia da proibição e gosta da operadora.Gabrielly conta que não sabia da proibição e gosta da operadora.

A medida foi tomada pela Anatel com base na avaliação dos serviços prestados pelas operadoras, considerando em primeiro lugar a qualidade de rede das operadoras por Estado, como a interrupção de chamadas e a qualidade da rede de abertura, e depois número de reclamações em geral.

De acordo com ranking da Agência, atrás da Oi na pior qualidade do serviço está a Tim, seguida da Claro e, por último, a Vivo.

Oi, Tim e Claro foram punidas com restrições de venda nos estados em apresentaram pior índice de qualidade.

Além de MS, a Oi está proibida de vender nos estados de Amazonas, Amapá, Roraima e Rio Grande do Sul.

O Procon informou que vai realizar fiscalizações, mas o consumidor também pode denunciar a venda irregular.

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