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26/04/2011 17:55

Chuva anima produtores e aumenta expectativa para colheita do milho

Fabiano Arruda

Ao contrário da soja, colheita do milho apresenta expectativas positivas graças ao clima

Em todo Estado, a colheita do milho pode fechar em 3 milhões de toneladas. (Foto: Minamar Junior)
Em todo Estado, a colheita do milho pode fechar em 3 milhões de toneladas. (Foto: Minamar Junior)

A chuva do último fim de semana e de ontem deixou animados os produtores de milho em Maracaju, localizado a 160 quilômetros de Campo Grande, e em outras regiões de Mato Grosso do Sul.

Os registros de chuva nas plantações vieram na fase de formação da espiga, que é muito dependente de água.

Outras lavouras, que estavam na fase anterior, ainda vegetativa, também começavam a sentir falta da chuva.

“A chuva veio em boa hora e vai potencializar a cultura para os próximos dias. A expectativa é das melhores, mas o clima precisa continuar assim”, opinou o engenheiro-agrônomo, Roney Pedroso, da Fundação MS, órgão referência em pesquisa agropecuária no Estado.

A previsão final de colheita do milho safrinha é agosto. Segundo Roney, o ideal é que a chuva ocorra, pelo menos, a cada 15 dias, com índices pluviométricos de 20 a 40 milímetros, para potencializar a colheita.

Caso a ocorrência de chuva passe uma quinzena, a qualidade começa a ser comprometida. “Não precisa ocorrer necessariamente dentro de 15 dias. Pode ser menos, desde seja intercalado com dias de sol”, explicou o engenheiro.

No entanto, o pesquisador explica que por conta do alto índice pluviométrico no mês de março, a previsão é de colheita em torno de 60 sacas por hectares numa área de aproximadamente 140 mil hectares de plantio de milho em Maracaju, o que representa 432 mil toneladas do grão. A previsão anterior era de 80 sacas.

Em todo Estado, a colheita deve ser de 870 mil hectares, o que indica produção de 3 milhões de toneladas do milho.

“Ainda é cedo para dizer qualquer coisa, mas, por enquanto, o cenário é muito positivo. A temperatura não caiu e isso tem favorecido”, comentou o pesquisador da Fundação MS.

O engenheiro-agrônomo e produtor de milho em Maracaju, Alexandre Menin, também comemora o clima para o plantio. “A perspectiva para o milho agora é muito boa. O único medo é o frio”, opina.

Atraso - O prazo final do plantio do milho safrinha era para o dia 15 de março, mas foi finalizado apenas no dia 10 deste mês por conta da chuva que ocorreram em períodos ininterruptos no mês passado.

Com isso, a previsão final para colheita do milho vai acontecer mais tarde, o que aumenta a possibilidade de períodos esparsos de chuva, bem como a ocorrência de geada, a maior vilã dos produtores.

“A cada dia de atraso do plantio, inevitavelmente, o potencial produtivo fica reduzido”, pontua Roney Pedroso.

Soja - Já no caso da soja, a cultura mais prejudicada com a incidência da chuva no mês passado, a quebra em Mato Grosso do Sul poderia ser muito pior caso o grão não estivesse em valorização neste ano em comparação ao ano passado, comenta o pesquisador.

Em 2010, a saca da soja custou em média R$ 28 reais e a colheita por hectare foi de 51 sacas. Este ano o preço médio é de R$ 38 a saca, numa colheita que fechou em 48 sacas por hectare.

Os números indicam que, no ano passado, o valor bruto da soja por hectare foi de R$ 1,4 mil, contra R$ 1,8 mil neste ano.

“Não é possível ser preciso porque falamos de médias. O produtor que conseguir fechar a colheita com 48 sacas por hectare foi bem. Mas teve produtor que colheu 75 sacas por hectare, enquanto outros não colheram nada”, ilustrou.

Para ele, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia são exceções. Nos municípios, a colheita foi bastante negativa.

Em todo Estado, segundo Roney, a colheita da soja fechou em 46,6 sacas por hectare, contra 51,6 no ano passado. “Mato Grosso do Sul ia bater recorde de produtividade. Há 10 dias da colheita começou a chuva”, lembrou.

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