Conta de luz sobe 12,11% em MS e ainda ficará percentual para depois
Diretoria da Aneel fixou percentual após alta de custos do setor elétrico e inclusão de encargos
A conta de luz dos consumidores de Mato Grosso do Sul terá reajuste médio de 12,11% a partir de abril, conforme decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta terça-feira (14). O aumento foi aprovado para clientes atendidos pela Energisa no Estado.
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Consumidores de Mato Grosso do Sul terão reajuste médio de 12,11% na conta de luz a partir de abril, conforme decisão da Aneel desta terça-feira (14). O aumento vale para clientes da Energisa no Estado, sendo 12,39% para alta tensão e 11,98% para baixa tensão. O índice original era de 12,61%, mas parte dos custos foi adiada via diferimento de R$ 21 milhões. As novas tarifas vigoram até abril de 2027.
Na prática, o percentual ficou um pouco abaixo dos 12,61% inicialmente calculados, mas isso não significa alívio real no bolso. Parte do reajuste foi adiada e deve aparecer nas tarifas futuras.
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De acordo com a decisão, “o efeito médio a ser percebido pelos consumidores” será de 12,11%, sendo 12,39% para clientes de alta tensão e 11,98% para baixa tensão, que inclui residências e pequenos comércios.
A própria análise da agência mostra que o índice original era maior. Sem ajustes, o impacto seria de 12,61%. Para reduzir o impacto imediato, a Energisa pediu o adiamento de parte dos valores, cerca de R$ 21 milhões, mecanismo aceito pela área técnica e pela diretoria.
Esse modelo, chamado de diferimento, funciona como um “empurrão” de custos para o futuro. O consumidor paga menos agora, mas a diferença é incorporada nos próximos reajustes.
No documento, a agência reconhece que esse valor foi incluído como componente financeiro do cálculo, com impacto de redução no índice atual.
O reajuste é anual e está previsto no contrato da concessionária. Ele leva em conta custos do setor elétrico, como compra de energia, encargos e transporte.
Segundo a Aneel, mais da metade dos custos da tarifa está ligada a esses itens, que não ficam com a distribuidora, mas são repassados ao consumidor. Entre os principais fatores de alta estão encargos setoriais e custos de energia, que pressionaram o cálculo final.
O aumento deste ano chama atenção porque é muito superior ao de 2025, quando o reajuste médio foi de apenas 1,33%.
As novas tarifas entram em vigor após a publicação da resolução da Aneel e valem até abril de 2027.
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