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Artes

Morre Nilton Travesso, pioneiro da televisão brasileira, aos 92 anos

Diretor participou da criação do Fantástico, comandou programas históricos e ajudou a consolidar a dramaturgia

Por Guilherme Cavalcante | 06/11/2026 18:42
Morre Nilton Travesso, pioneiro da televisão brasileira, aos 92 anos
Lenda da TV, Nilton Travesso faleceu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O diretor e produtor de televisão Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos, em São Paulo (SP). Um dos profissionais que ajudaram a construir a história da TV brasileira, ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês e, segundo informações divulgadas pelo SBT, morreu em decorrência de uma infecção generalizada.

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O diretor e produtor Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira, aos 92 anos, em São Paulo, vítima de infecção generalizada. Com mais de 70 anos de carreira, participou da criação de programas como Fantástico, TV Mulher e Balão Mágico e dirigiu novelas em emissoras como Globo, Record e SBT. Também contribuiu para a retomada da teledramaturgia do SBT nos anos 1990 e se dedicou à formação de profissionais da televisão.

Com mais de 70 anos de carreira, Travesso participou da criação de programas que atravessaram gerações, como Fantástico, TV Mulher e Balão Mágico. Também esteve à frente de novelas e atrações de entretenimento em emissoras como Record, Globo, Manchete, Band e SBT.

Nascido em São Paulo, em 20 de maio de 1934, começou a trabalhar na televisão em 1953, aos 19 anos, quando participou da implantação da TV Record. Na época, o veículo ainda dava seus primeiros passos no Brasil, e Travesso iniciou a trajetória como operador de câmera antes de assumir funções de direção e produção.

Na Record, integrou a chamada Equipe A, grupo responsável por atrações que marcaram os primeiros anos da televisão nacional. Trabalhou nos festivais de música popular brasileira da década de 1960 e em programas como Jovem Guarda, Família Trapo e Hebe, acompanhando a ascensão de artistas que se tornariam referências da cultura brasileira.

Da Record ao Fantástico - Em 1974, Travesso foi para a Globo, a convite de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Participou da consolidação do Fantástico e contribuiu para o desenvolvimento de uma linguagem visual que aproximou a televisão dos videoclipes musicais.

Entre seus trabalhos mais conhecidos está a produção audiovisual de América do Sul, com Ney Matogrosso, exibida em 1975. O diretor também participou da criação e do desenvolvimento de atrações como TV Mulher, Som Brasil e Balão Mágico.

Na dramaturgia, esteve ligado a produções como Sinhá Moça e Direito de Amar. Mais tarde, passou pela Manchete, onde participou da estruturação do departamento de novelas.

Sucessos no SBT - Na década de 1990, Travesso teve papel importante na retomada da teledramaturgia do SBT. Sob sua direção, a emissora lançou, em 1994, uma nova versão de Éramos Seis, protagonizada por Irene Ravache e Othon Bastos.

Também esteve envolvido em produções como As Pupilas do Senhor Reitor e Sangue do Meu Sangue, além de colaborar com mudanças na programação infantil do canal.

A carreira incluiu ainda passagens pela Band, pela TV Gazeta e pela Jovem Pan. Na Gazeta, dirigiu o programa Todo Seu, apresentado por Ronnie Von. Fora dos estúdios, dedicou-se à formação de atores e profissionais da televisão.

Travesso deixa a esposa, Marilu Torres, e familiares. O velório está previsto para este sábado (7), das 10h às 17h, na Funeral Home, no bairro Bela Vista, em São Paulo.

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