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Economia

Em ano de pandemia, MS teve 21 novas empresas abertas por dia

Levantamento da Junta Comercial de MS mostram que foram 7.903 novas empresas em 2020, maior série histórica em 21 anos

Por Ana Paula Chuva | 26/01/2021 12:40
Comércio foi o 2º no ranking com maior número de novas empresas em 2020. (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)
Comércio foi o 2º no ranking com maior número de novas empresas em 2020. (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)

Mato Grosso do Sul bateu recorde em 2020 com o número de empresas abertas no ano da pandemia conquistando o maior resultado de série histórica em 21 anos. Ao todo foram 7.903 novas empresas de janeiro a dezembro de 2020.

O levantamento da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), mostra que em pleno ano de pandemia o crescimento foi de 11,51% em comparação com o mesmo período em 2019, ano em que foram abertas 7.087 novas empresas.

Por mês a média de novas empresas abertas em 2020 foi de 659, no entanto só em dezembro foram registrados 587 novos estabelecimentos no Estado, recorde para o mês desde o ano 2000.

No ranking, os dez municípios com o maior número de novas empresas abertas foram Campo Grande (3.402), seguida de Dourados (879), Três Lagoas (348), Ponta Porã (289), Naviraí (225), Maracaju (162), Corumbá (152), Nova Andradina (143), Chapadão do Sul (134) e Sidrolândia (108).

Em relação ao setor, o que mais abriu novos estabelecimentos foi o de serviços com 5.026 empresas abertas, que representa 63,6% do total. No comércio foram 2.540 e na indústria foram 337.

Segundo o presidente da Jucems, Augusto de Castro, os dados divulgados não incluem os Microempreendedores Individuais conhecidos como MEI’s, que são constituídos de forma virtual em portal próprio do Governo Federal.

Algumas empresas não resistiram à pandemia e fecharam as portas. (Foto: Kisiê Ainoã | Arquivo)
Algumas empresas não resistiram à pandemia e fecharam as portas. (Foto: Kisiê Ainoã | Arquivo)

Fechamento – Por outro lado, o ano da pandemia também registrou recorde no fechamento de empresas. Ao todo foram 3.961 estabelecimentos que tiveram as atividades encerradas.

Para Augusto, os números revelam ainda que o impacto da pandemia foi maior em algumas atividades do que em outras, além da extinção da cobrança da taxa para o fechamento das empresas.

“Para cada empresa fechada, praticamente duas novas foram abertas. Esse maior número de fechamentos de empresas foi alavancado por dois fatores: o impacto da pandemia, que foi maior em algumas atividades empresariais do que em outras, e principalmente, a extinção da cobrança da taxa pelas juntas comerciais brasileiras para fechamento de empresas, que foi determinada pela Lei da Liberdade Econômica – Lei 13.874 de 20/09/2019”, explicou o presidente da Jucems.

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