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Economia

Ainda compensa: Em MS quem tem nível superior ganha o triplo, aponta IBGE

Salários na iniciativa privada também representam quase metade do pago pelo Poder Público

Por Nyelder Rodrigues | 24/06/2021 15:10
Entrada de uma das maiores universidades de Mato Grosso do Sul durante realização de prova (Foto: Arquivo/Marina Pacheco)
Entrada de uma das maiores universidades de Mato Grosso do Sul durante realização de prova (Foto: Arquivo/Marina Pacheco)

A pesquisa Cempre (Cadastro Central de Empresas) 2019 foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nessa quinta-feira (24) e trouxe dados referentes ao registro de empresas em Mato Grosso do Sul - aumento de 12% em uma década - e também aos salários pagos no Estado, expondo várias discrepâncias.

Uma dessas diferenças é a que mais chama a atenção: o salário de quem possui nível superior é praticamente o triplo de quem não concluiu uma faculdade. A distância chega a 197,5%, conforme apontado pelo estudo no Estado.

Em média, quem não tem nível superior recebe mensalmente R$ 1.875,99, enquanto os trabalhadores com formação universitária chegaram a média de R$ 5.582,90 de remuneração mensal. A diferença se reflete em várias esferas, tanto pública como privada.

Trabalhadores com nível superior na administração pública chegavam a ganhar em média 152% a mais que os demais, enquanto os funcionários da iniciativa privada recebem 99% - o que representa praticamente o dobro. Em entidades sem fins lucrativos, essa diferença chega a casa de 178%, segundo os dados do IBGE.

Serviço público - Outro fato que o IBGE trouxe entre os dados divulgados está a remuneração paga pelo serviço público, bastante superior ao da iniciativa privada - situação que se repete em todo o Brasil, mas não em países com índices de desenvolvimento social à frente dos demais, como EUA e nações da União Europeia.

Em Mato Grosso do Sul, trabalhadores sem nível superior recebem R$ 2,5 mil por mês no serviço público, enquanto o salário médio dessa mesma categoria na iniciativa privada e em entidades sem fins lucrativos é de R$ 1,7 mil e R$ 1,6 mil, respectivamente.

Já entre os com diploma de nível superior, a média paga pelos gestores públicos aos servidores fica na casa dos R$ 6,4 mil, contra R$ 3,4 mil das empresas privadas e R$ 4,5 mil de entidades sem fins lucrativos.

Sexo - Os dados do IBGE também apontam outra diferença crônica salarial: as mulheres ganham menos que os homens, em todos os setores. A média de remuneração mensal foi de R$ 2,5 mil para homens e R$ 2,4 mil em entidades sem fins lucrativos, a menor de todas.

Enquanto isso, na iniciativa privada em geral a discrepância foi maior, com média de R$ 2 mil para homens e R$ 1,6 mil para mulheres. Na administração pública é onde aparece o maior problema, com homens ganham em média R$ 5,7 mil e mulheres R$ 4 mil. Somando as categorias, a média é de R$ 2,8 mil para homens e R$ 2,6 mil para mulheres.

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