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Campo Grande, Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

09/11/2018 11:27

Em seminário, empresários ensinam como investir nos EUA

Seminário realizado em Campo Grande traz dicas das melhores formas de fazer as aplicações

Ricardo Campos Jr.
Manuel Ortiz, diretor da empresa Civitas, sediada em Dallas, no Texas (Foto: Ricardo Campos Jr)Manuel Ortiz, diretor da empresa Civitas, sediada em Dallas, no Texas (Foto: Ricardo Campos Jr)

Empresários campo-grandenses participam nesta sexta-feira (9) de um seminário sobre as melhores formas de investir nos Estados Unidos. Esse tipo de aplicação é um dos caminhos para quem deseja migrar para o país norte-americano legalmente, desde que a quantia seja correspondente a pelo menos US$ 500 mil.

Manuel Ortiz, diretor da empresa Civitas, sediada em Dallas, no Texas, vai dar dicas de como começar essa empreitada com segurança. Um dos criadores da empresa é o democrata Rafael Anchia, eleito nesta semana como deputado pelo estado sulista. Ele está na Capital e deveria participar do evento, mas teve um problema de saúde e acabou ficando no hotel onde está hospedado.

Ortiz explica que existe, por exemplo, a possibilidade de o investidor começar a operar aqui no Brasil, desde que tenha alguma intermediadora que transmita confiança.

“Eles podem participar ou ter parceiros que podem trazer recursos também. Esta é uma oportunidade de diversificar o portfólio do investidor que está aqui no Brasil e ao mesmo tempo é um canal para trazer investimentos de fora”, afirma.

Outra dica do diretor da Civitas é não investir em uma única área, mas diversificar as aplicações. “Dentro dessa diversificação, o investimento alternativo é apenas um percentual, por exemplo, para desenvolver um centro de convenções, ou um hotel. Você põe uma parcela do seu dinheiro e tem um retorno decente e seguro”, afirma Ortiz.

Normalmente esse tipo de empresa abre um fundo, os investidores compram cotas dele e essa companhia limitada financia algum projeto nos Estados Unidos e depois de um tempo repassa os retornos financeiros.

“Criam oportunidades, chamam por exemplo parceiros da construção civil ou da administração e orquestram tudo para produzir retorno. A pessoa investe daqui fazendo o aporte lá. Não pode ser qualquer um, a pessoa tem que entender o que está fazendo”, conta o diretor da Civitas.

Nesse meio tempo, o empresário pode solicitar o green  card para ele e toda a família para viver nos Estados Unidos enquanto o dinheiro estiver rendendo, fazendo com que os jovens tenham acesso a todo o sistema de educação norte-americano. Ao fim do período de rentabilidade, a pessoa pode fazer uma nova aplicação para continuar morando fora ou retornar ao país de origem.

“Nosso objetivo não é vir aqui pegar as pessoas e levar para os Estados Unidos, mas dar acesso aos empresários que querem morar lá e por isso, o green card é melhor que o visto de turista, pois com ele a pessoa pode trabalhar, abrir negócios e educar os filhos”, completa.



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