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Economia

Sem tumulto, aposentados aproveitam fim da greve para resolver demandas na Caixa

Banco ficou 21 dias parcialmente paralisado por impasse em negociação salarial

Por Izabela Cavalcanti | 30/09/2026 12:28
Sem tumulto, aposentados aproveitam fim da greve para resolver demandas na Caixa
Agência da Caixa Econômica Federal na Rua 13 de Maio (Foto: Izabela Cavalcanti)

O primeiro dia de atendimento após o fim da greve dos funcionários da Caixa foi tranquilo nesta quarta-feira (30). Sem longas filas ou tumulto, aposentados aproveitaram a retomada integral dos serviços para resolver pendências.

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O primeiro dia de atendimento após o fim da greve dos funcionários da Caixa, nesta quarta-feira (30), foi tranquilo, sem filas ou tumulto, e aposentados resolveram pendências com rapidez. A paralisação começou em 8 de setembro e terminou por decisão do TST, que não a considerou abusiva, não aplicou multa aos sindicatos e deu seis meses para a reposição dos dias parados. O tribunal também fixou reajuste pelo INPC com ganho real de 0,6% e manteve as regras do Saúde Caixa e da PLR.

A paralisação parcial, que começou em 8 de setembro, foi encerrada após decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Para quem foi até uma agência nesta quarta, a principal surpresa foi justamente a rapidez no atendimento. A aposentada Eurides Borges, de 78 anos, foi ao banco para receber a aposentadoria.

Sem tumulto, aposentados aproveitam fim da greve para resolver demandas na Caixa
Eurides na saída do banco, aguardando o motorista por aplicativo chegar (Foto: Izabela Cavalcanti)

“Eu vim receber a aposentadoria, não fiquei meia hora. Resolvi no caixa eletrônico, precisei de ajuda, mas foi rapidão, nem fila não tem. Achei que ia ser tumultuado, nem sabia que tinha voltado", disse.

O aposentado Norivaldo da Silva, de 63 anos, também aproveitou a retomada para colocar as pendências em dia. Morador de uma fazenda em Rochedinho, ele foi até a agência para fazer a prova de vida, procedimento que confirma que uma pessoa recebe um benefício.

"Já foi feita, demorei 5 minutos aqui. Eu moro na fazenda e vim hoje só. Como eu venho todo fim de mês, resolvi dar um pulo aqui”, comentou.

Neide Miashiro também esteve no banco, próximo ao horário de almoço, para pagar uma conta. Ela disse que não sabia que os funcionários estavam em greve, mas hoje, esperava ter atendimento rápido.

Sem tumulto, aposentados aproveitam fim da greve para resolver demandas na Caixa
Neide entrando na Caixa Econômica para pagar conta (Foto: Izabela Cavalcanti)

"Nem sabia que estava em greve. Eu tenho uma poupança e vim pagar uma continha que preciso. Eu vim porque está perto do almoço e daqui a pouco já vou almoçar".

Entenda - O TST determinou na terça-feira (29) o fim da greve nacional dos empregados da Caixa. A greve começou devido ao impasse nas negociações trabalhistas.

Na decisão, o tribunal não classificou a paralisação como abusiva e também não aplicou multa aos sindicatos. Ao mesmo tempo, determinou a volta dos funcionários e estabeleceu regras para compensar os dias em que não houve expediente.

Os trabalhadores que participaram da greve terão até seis meses para repor os dias parados, evitando o desconto imediato desses períodos nos salários. O tempo de compensação será calculado conforme a adesão de cada funcionário.

O julgamento também definiu a correção dos salários pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), com acréscimo real de 0,6%. Benefícios como alimentação, refeição e auxílio-creche também terão a mesma atualização.

Um dos principais pontos de discordância durante as negociações foi o Saúde Caixa. Na decisão, o TST manteve as regras anteriores do plano de saúde e também preservou as condições já existentes para a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), deixando eventuais mudanças para futuras negociações entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores.

As entidades sindicais defendiam que as alterações propostas pela instituição elevariam a participação financeira dos empregados e poderiam reduzir o efeito do reajuste salarial.

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