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Economia

MS tem 4ª maior alta no desemprego do País após fim de vagas temporárias

Na comparação entre as duas últimas pesquisas do IBGE, o índice de desemprego subiu de 2,4% para 3,8%

Por Cassia Modena | 14/05/2026 11:21
MS tem 4ª maior alta no desemprego do País após fim de vagas temporárias
Feirão de emprego na Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Mato Grosso do Sul teve a quarta maior variação na taxa de desocupação no País no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre do ano passado, indicando que pode não ter conseguido absorver parte das contratações temporárias feitas. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foram publicados hoje (14).

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Mato Grosso do Sul registrou a quarta maior variação na taxa de desocupação do país no primeiro trimestre de 2025, com alta de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, segundo a Pnad Contínua do IBGE. Apesar disso, o estado mantém uma das menores taxas de desemprego do Brasil, de 3,8%, a sexta menor do país. Campo Grande tem o quarto menor índice entre as capitais, de 4,1%.

Estão na frente o Ceará (2,3 pontos percentuais), o Acre (1,8 ponto percentual) e o Tocantins (1,6 ponto percentual). A variação no Estado foi de 1,4 ponto percentual.

O índice mede o índice de pessoas que não estão em empregos formais ou informais, mas estão à procura.

MS tem 4ª maior alta no desemprego do País após fim de vagas temporárias
Tabela: Peterson Couto

O analista da pesquisa, William Kratochwill, lembra que a desocupação aumenta historicamente no primeiro trimestre por causa da dispensa de trabalhadores temporários. Esse movimento ocorre devido à tendência de recuo das vendas no comércio ou ao encerramento de vínculos temporários nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.

“Outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demostrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, ressalta William.

Os estados a que ele se refere são: Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Sergipe, Piauí, Pernambuco e Amapá.

Comparação do mesmo período - O resultado é um pouco melhor quando a comparação é com o primeiro trimestre de 2025. A taxa de desemprego saiu de 4% naquele período para os atuais 3,8% em Mato Grosso do Sul.

Embora esteja no topo da lista que analisa as maiores variações, Mato Grosso do Sul continua com um dos menores índices do Brasil. A taxa de 3,8% é a sexta menor da pesquisa mais recente do IBGE, ficando atrás apenas de Rondônia (5º, com 3,7%), Paraná (4º, com 3,5%), Espírito Santo (3º, com 3,2%), Mato Grosso (2º, com 3,1%) e Santa Catarina (1º, com 2,7%).

Campo Grande - Entre as capitais, Campo Grande tem o quarto menor índice de desemprego, de 4,1%. A mais alta é a de Salvador (BA), de 10,2%.

Em relação ao trimestre anterior, Campo Grande registrou aumento de 1 ponto percentual.

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