Com escassez hídrica prevista, Estado discute ações contra incêndios florestais
Reunião debate possível emergência ambiental, reforço no Pantanal e estratégias para período de estiagem
Com a confirmação de um cenário de escassez hídrica em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado iniciou discussões sobre medidas preventivas e de resposta para enfrentar o próximo período crítico de incêndios florestais. O tema foi debatido durante a 27ª Reunião do CICOE (Centro Integrado de Coordenação Estadual), realizada na sede da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em Campo Grande.
RESUMO
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O governo de Mato Grosso do Sul iniciou discussões sobre medidas preventivas contra incêndios florestais diante da confirmação de escassez hídrica no estado. Na 27ª Reunião do CICOE, representantes de órgãos estaduais debateram cenários climáticos, queimas controladas e a possível decretação de emergência ambiental. O Corpo de Bombeiros prevê instalar 11 bases operacionais no Pantanal para 2026.
O encontro reuniu representantes de diversos órgãos estaduais ligados à prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais para alinhar as ações previstas no PEMIF (Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo) para 2026. A reunião foi presidida pelo secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto.
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Entre os principais assuntos discutidos estiveram os cenários climáticos previstos para os próximos meses, estratégias integradas de prevenção e combate ao fogo, dados atualizados sobre queimadas em Mato Grosso do Sul e o planejamento de comunicação do Governo do Estado para o período de estiagem.
Também foram debatidas propostas relacionadas às chamadas queimas prescritas e controladas, além da possibilidade de edição de um decreto de emergência ambiental em Mato Grosso do Sul. Outra hipótese discutida foi a eventual declaração de situação de emergência em municípios sul-mato-grossenses, medida que pode permitir o acionamento da Defesa Civil Nacional.
Segundo o secretário executivo do CICOE/MS, tenente-coronel Leonardo Congro, apesar de os modelos meteorológicos ainda não apresentarem conclusões definitivas sobre os efeitos do fenômeno El Niño no Estado, já existe preocupação com a falta de água.
“Os modelos meteorológicos ainda não estão totalmente conclusivos sobre isso, mas já existe confirmada escassez hídrica, mesmo com as diversas chuvas irregulares pelo Estado. Por isso, o Estado deve iniciar os estudos para uma possível situação de emergência ambiental nos próximos meses”, afirmou.
Durante a reunião, o CEMTEC/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) apresentou previsões meteorológicas voltadas ao risco de incêndios florestais, enquanto os demais órgãos detalharam medidas operacionais planejadas para o enfrentamento das queimadas.
Outro ponto discutido foi a elaboração de uma minuta referente à proibição de queimas prescritas e controladas no Estado. De acordo com Congro, o texto deve trazer mudanças em relação aos anos anteriores, buscando compatibilizar as restrições com os planos de manejo integrado do fogo já aprovados.
“A minuta deve trazer inovações neste ano, amparando os planos de manejo integrado do fogo aprovados pelo Estado. Para isso, estamos alinhando ações preventivas tanto da Polícia Militar Ambiental quanto do Corpo de Bombeiros. Além da preparação para o novo período de estiagem”, disse.
Como parte da estratégia operacional para 2026, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul prevê a instalação de 11 bases operacionais no Pantanal. As primeiras estruturas devem começar a funcionar nas regiões do Redário, Amolar e São Lourenço.
Segundo Congro, as bases contarão com reforço de militares para garantir resposta rápida em possíveis ocorrências de incêndios florestais.
“Essas bases serão reforçadas por militares do Corpo de Bombeiros para garantir pronta resposta em eventuais ações de combate aos incêndios florestais”, destacou.
Ao final da reunião, o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, afirmou que o objetivo do encontro foi fortalecer a atuação preventiva do Estado diante do aumento do risco de queimadas nos próximos meses.
“Temos muito planejamento e inteligência empregados para que Mato Grosso do Sul se mantenha preparado, em alerta e pronto para qualquer eventualidade relacionada aos incêndios florestais”, concluiu.
Além da Semadesc, participaram das discussões representantes do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar Ambiental e outros órgãos envolvidos na gestão do fogo e na proteção ambiental.


