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Economia

Na Black Friday “da pandemia”, dia começa sem fila na porta de grandes lojas

Americanas da Dom Aquino foi a única que abriu antes das 7h, mas muita gente saiu de mãos vazias

Por Anahi Zurutuza e Bruna Marques | 27/11/2020 07:05
Movimento em frente à loja Magazina Luiza, na 13 de Maio, era quase zero por volta de 6h30 (Foto: Marcos Maluf)
Movimento em frente à loja Magazina Luiza, na 13 de Maio, era quase zero por volta de 6h30 (Foto: Marcos Maluf)

A sexta-feira mais esperada do ano para quem quer aproveitar promoções começou diferente. Pela primeira vez desde que o comércio em Campo Grande resolveu investir na tradição estadunidense, não havia filas quilométricas em frente as maiores lojas de eletrodomésticos no Centro, Magazine Luiza e Casas Bahia.

Em frente à Magazine, na Rua 13 de Junho, apenas o vendedor de café e salgados havia preparado a banquinha à espera dos clientes e contando com o dinheiro extra, arrecadado com quem vai aproveitar a queima de estoque. Ele preferiu não dar entrevista. Já na calçada das Casas Bahia, na 14 de Julho, ninguém, mas ninguém mesmo.

Em frente às Casas Bahia, só o segurança (Foto: Marcos Maluf)
Em frente às Casas Bahia, só o segurança (Foto: Marcos Maluf)

A Black Friday abre a temporada de compras para o Natal com um grande dia de liquidações. É de costume que todos os anos consumidores passem a madrugada esperando a abertura das lojas para serem os primeiros a aproveitarem as promoções.

Desta vez, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) já havia advertido que os tempos são outros e pedido que os consumidores que não formem grandes filas ou aglomerações, já que também nesta madrugada entrou em vigor o toque de recolher, da meia-noite às 5h.

Em 2019, dia de promoções foi bem mais movimentado nas primeiras horas do dia (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Em 2019, dia de promoções foi bem mais movimentado nas primeiras horas do dia (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Aberta - A unidade das Lojas Americanas da Rua Dom Aquino foi a única que abriu antes das 7h. Havia uma fila pequena em frente ao comércio antes das portas de ferro levantarem. Mas, alguns clientes, destes que chegaram cedo, saíram desanimados.

A enfermeira Letícia Farias, de 24 anos, saiu da Vila Sobrinho de moto e chegou ao Centro por volta de 6h30. Queria ver um ventilador, um micro-ondas e uma fritadeira elétrica, mas saiu da loja sem nada.

“Ontem eu já tinha vindo para pesquisar. Aí cheguei aqui hoje e estava o mesmo preço não mudou nada. Para mim não está tendo Black Friday. Só se for mais tarde que eles mudam os preços”.

A técnica de enfermagem Ana Márcia Souza da Silva, de 36 anos, conta que saiu de casa, no Jardim Noroeste, às 5h e quando chegou já havia umas 15 pessoas na fila da Americanas. Ela tinha a intenção de comprar um liquidificador e um ventilador, mas desistiu e saiu da loja com uma sacolinha na mão. “Comprei pouca coisa [cosméticos e produtos de higiene], o preço não está o que eu esperava. Muito caro. Tem coisas com centavos de desconto, 2 reais no máximo”.

Ana Márcia abandonou de vez as compras, nem vai esperar o resto do comércio abrir. “Não vale a pena arriscar pegar a covid”.

Americanas, na Dom Aquino, foi a única a abrir antes das 7h (Foto: Marcos Maluf)
Americanas, na Dom Aquino, foi a única a abrir antes das 7h (Foto: Marcos Maluf)

Horários - As lojas do Centro estão autorizados a funcionar até às 22h. Os shoppings abrem em horário normal de 10h às 22h. Mas, no Norte Sul Plaza, as Americanas abrem de 8h às 11h.

No Bosque dos Ipês, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia abrem 2 horas mais cedo nesta sexta e também no sábado, de 9h às 22h.

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