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Economia

Nos postos da Capital, etanol tem maior queda, mas diesel alivia só centavos

ANP aponta recuo semelhante entre os dois combustíveis desde abril

Por Kamila Alcântara | 26/05/2026 07:25
Nos postos da Capital, etanol tem maior queda, mas diesel alivia só centavos
Tabela de preços de uma posto de combustíveis da Avenida Mato Grosso, nesta terça-feira (26) (Foto: Osmar Veiga)

O etanol foi o combustível com maior queda nos postos de Campo Grande desde a primeira semana de abril, período próximo ao início da escalada internacional que pressionou o preço do diesel.

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O etanol foi o combustível com maior queda nos postos de Campo Grande desde abril, recuando R$ 0,25, de R$ 4,37 para R$ 4,12 por litro. O diesel S-10 também caiu R$ 0,24, chegando a R$ 7,16, mesmo valor da média nacional. A gasolina teve recuo mínimo de R$ 0,04, enquanto o gás de cozinha subiu R$ 5,29, atingindo R$ 117,00 o botijão. A queda do diesel é atribuída ao aumento da produção da Petrobras e ao alívio nas cotações internacionais.

Levantamento feito pelo Campo Grande News no portal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostra que o litro do etanol hidratado caiu de R$ 4,37 para R$ 4,12 entre as semanas de 5 a 11 de abril e 17 a 23 de maio, redução de R$ 0,25.

A diferença, porém, é apertada. No mesmo intervalo, o diesel S-10 passou de R$ 7,40 para R$ 7,16, queda de R$ 0,24. Ou seja, o etanol teve o maior recuo, mas por apenas um centavo de diferença em relação ao S-10.

Essa comparação local ajuda a mostrar como Campo Grande acompanhou, em parte, o movimento nacional apontado pela Folha de S.Paulo. Reportagem mostrou que o preço médio do diesel S-10 no Brasil caiu pela sexta semana seguida, depois de atingir pico de R$ 7,58 no início de abril. Segundo a publicação, o produto chegou a R$ 7,16 na semana passada, com queda acumulada de R$ 0,42 por litro.

Em Campo Grande, o diesel S-10 também chegou a R$ 7,16 na semana de 17 a 23 de maio, exatamente o mesmo valor da média nacional citada pela Folha. A diferença está no tamanho do recuo. Pela série local consultada na ANP, o S-10 caiu R$ 0,24 desde a primeira semana de abril. Quando a comparação é feita com o pico local de fim de abril e início de maio, de R$ 7,24, a redução é menor, de apenas R$ 0,08.

No diesel comum, a comparação direta com a primeira semana de abril não foi possível porque o dado enviado não traz esse produto no período de 5 a 11 de abril. Mas, entre o pico registrado de 26 de abril a 2 de maio e a semana de 17 a 23 de maio, o preço médio caiu de R$ 7,05 para R$ 6,94, redução de R$ 0,11 por litro.

Entre os demais combustíveis, a gasolina comum teve queda discreta. O preço médio passou de R$ 6,43, na semana de 5 a 11 de abril, para R$ 6,39 na semana de 17 a 23 de maio, recuo de R$ 0,04. A gasolina aditivada caiu de R$ 6,64 para R$ 6,61, diferença de R$ 0,03.

Na contramão, o gás de cozinha ficou mais caro. O botijão de 13 quilos passou de R$ 111,71 para R$ 117,00, alta de R$ 5,29 no período. O GNV (gás natural veicular) também subiu, de R$ 4,59 para R$ 4,69 por metro cúbico, aumento de R$ 0,10.

A Folha atribuiu o recuo nacional do diesel ao alívio nas cotações internacionais e ao aumento da produção da Petrobras. Segundo a reportagem, a estatal elevou o uso das refinarias e bateu recorde de produção de diesel S-10 no primeiro trimestre. Com mais diesel nacional no mercado, a pressão do produto importado tende a diminuir.

Mesmo com a queda, os números mostram que o alívio ainda é limitado. Em Campo Grande, o etanol e o diesel S-10 tiveram recuos parecidos desde o começo de abril, mas gasolina quase não se mexeu e o gás de cozinha subiu.

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