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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Junho de 2019

24/05/2019 08:46

Pela primeira vez em 6 meses, intenção de consumo volta a cair na Capital

Consumidor está mais cauteloso diante da retração econômica, explica presidente de instituto de pesquisa

Anahi Zurutuza
Movimentação fraca no comércio do Centro da Capital nesta manhã (Foto: Marina Pacheco)Movimentação fraca no comércio do Centro da Capital nesta manhã (Foto: Marina Pacheco)

Pela primeira vez em 6 meses, a intenção de consumo voltou a cair em Campo Grande. Em maio a ICF (Intenção de Consumo das Famílias) na Capital ficou em 100,7 pontos, redução de 2,2 pontos comparado a abril, conforme a pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O presidente do IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio de Mato Grosso do Sul), Edison Araújo, explica que como a economia sofreu retração, o consumidor também colocou o pé no freio. “Tivemos uma interrupção do processo de recuperação econômica que havia se intensificado no início deste ano. As preocupações acerca do futuro econômico e político deixaram o consumidor mais cauteloso”. 

Edison explica ainda que embora a ICF esteja na chamada “zona positiva” – acima dos 100 pontos –, o indicador de compras a prazo segue em queda. “Demonstra essa insegurança em assumir compromissos bem como dificuldade de acesso ao crédito”, afirmou via assessoria de imprensa.

Desde novembro a intenção de consumo crescia em Campo Grande. Em novembro, o ICF era de 96,2 e em abril chegou a 102,9.

Na variação entre abril e maio deste ano, os indicadores que apresentaram retração foram a avaliação do emprego atual (-2,5%), a perspectiva profissional (-0,6%), indicador de compras a prazo/acesso ao crédito (-3,5%), avaliação do momento para a compra de duráveis, perspectiva de consumo (-0,3%) e o nível atual de consumo (-1,8%). Somente o indicador de renda atual obteve uma leve reação (0,9%).

A pesquisa verifica com os entrevistados como está seguro em relação ao emprego atual, se tem perspectiva de crescer profissionalmente, se a renda melhorou o piorou, se acha que está mais fácil ou difícil conseguir empréstimos, se está comprando mais ou menos e se acha que é um bom ou mal momento para adquirir bens duráveis (eletrodomésticos, TV, som, etc.).

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