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Economia

Petrobras aprova retomada das obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas

Projeto passou por reavaliação e prevê investimento de cerca de US$ 1 bilhão e início das operações em 2029

Por Jhefferson Gamarra | 13/04/2026 18:53
Petrobras aprova retomada das obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas
Início das operações comerciais da unidade está previsto para 2029 (Foto: Divulgação/Petrobras)

A Petrobras aprovou a retomada das obras da UFN-III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III), em Três Lagoas, após reavaliação que confirmou a viabilidade técnica e econômica do projeto. A decisão foi deliberada pelo Conselho de Administração da companhia nesta segunda-feira (13), em alinhamento às diretrizes do Plano de Negócios 2026-2030.

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A Petrobras aprovou a retomada das obras da UFN-III, em Três Lagoas (MS), com investimento de US$ 1 bilhão e previsão de início das operações em 2029. A unidade produzirá 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 de amônia, gerando 8 mil empregos na construção. Paralisada desde 2015, a unidade visa reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados e atender mercados do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

A continuidade da implantação da unidade já havia sido aprovada pelo Conselho em outubro de 2024, quando o projeto retornou à carteira da estatal após anos paralisado. Agora, com a aprovação final, a Petrobras dará sequência à assinatura dos contratos necessários para a retomada das obras, prevista ainda para o primeiro semestre deste ano.

O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão, e o início das operações comerciais está previsto para 2029. Durante a fase de construção, a expectativa é de geração de aproximadamente 8 mil empregos.

Abandonada desde 2015, a UFN-III voltou a ser avaliada a partir de 2023, quando a Petrobras decidiu retomar os investimentos no segmento de fertilizantes. Segundo o diretor de Processos Industriais da companhia, William França, a retomada tem impacto direto na cadeia produtiva nacional.

"Ao retomar os investimentos nesse segmento, fortalecemos a integração com o agronegócio e contribuímos diretamente para a redução da dependência do país em relação à importação de fertilizantes. Esse movimento também gera emprego, renda e desenvolvimento, reforçando o papel da companhia como indutora do crescimento econômico e da segurança do abastecimento nacional", afirma.

O executivo também destacou a localização estratégica da unidade. "Com o aumento da oferta dos produtos da UFN III e sua posição estratégica próxima aos principais mercados consumidores do Centro Oeste, Sul e Sudeste, reforçamos a relevância da unidade para o desenvolvimento regional e para o país", ressalta.

De acordo com a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, a reavaliação confirmou a atratividade econômica do projeto. "Todo o processo de aprovação final de investimentos foi submetido às análises requeridas, respeitando rigorosamente as práticas de governança corporativa e os normativos internos vigentes. Trata se de um projeto tecnicamente robusto, economicamente viável e plenamente aderente às diretrizes de disciplina de capital e governança da companhia", afirma.

A capacidade nominal da UFN-III está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, sendo que parte desse volume será destinada à comercialização. A unidade está localizada próxima aos principais mercados consumidores desses insumos, com produção voltada majoritariamente para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná e São Paulo.

O projeto incorpora equipamentos modernos e tecnologias de última geração, com foco em eficiência industrial. A amônia produzida será utilizada como matéria-prima para os setores de fertilizantes e petroquímico, enquanto a ureia se destaca como o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo anual em torno de 8 milhões de toneladas.

Esse volume é absorvido principalmente pelo agronegócio, em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de uso na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.

Com a aprovação, a Petrobras avança na retomada de um de seus principais projetos no setor de fertilizantes, considerado estratégico para reduzir a dependência externa e ampliar a segurança do abastecimento nacional.