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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

13/07/2019 18:10

Produção da safra de MS deste ano deve ser 15% maior, prevê Conab

Houve avanço na área cultivada e retração na produtividade por hectare; colheita deve chegar a 18,9 milhões de toneladas

Humberto Marques
Produção de soja avançou em área, mas caiu em produtividade. (Foto: Agro A/Arquivo)Produção de soja avançou em área, mas caiu em produtividade. (Foto: Agro A/Arquivo)

Mato Grosso do Sul deve registrar na safra 2018/2019 uma evolução de 15,3% no total produzido, na comparação com a colheita do ano passado. O avanço, de 16,4 milhões para 18,9 milhões de toneladas, é creditado ao aumento também na área cultivada e na produtividade, conforme dados divulgados nesta semana pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Os dados da entidade constam no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2018/2019, divulgados nesta semana e que preveem mais um recorde histórico. Os dados indicam um crescimento de 5,7%, ou de 13 milhões de toneladas, na comparação com a safra anterior, atingindo 240,7 milhões de toneladas.

Dentro deste total, Mato Grosso do Sul aparece com a quinta melhor previsão de colheita entre os Estados brasileiros. Apesar do peso, o Estado é o terceiro no Centro-Oeste, atrás dos vizinhos Mato Grosso, dono da maior safra estadual (67,2 milhões de toneladas), e Goiás, que tem o quarto melhor desempenho nacional (com 32,1 milhões de toneladas).

Paraná (37 milhões de toneladas) e Rio Grande do Sul (35 milhões de toneladas) também superam Mato Grosso do Sul no score nacional. A sexta posição é de Minas Gerais (13,8 milhões de toneladas), conforme a Conab.

Os cinco principais celeiros do país têm em comum avanços nos indicadores da safra relativos à área plantada, produtividade e produção total. Em todos os casos, o volume supera o da safra anterior, ajudando a puxar para cima os dados nacionais.

Safra de algodão deve aumentar graças à área plantada maior; produtividade recuou. (Foto: Arquivo)Safra de algodão deve aumentar graças à área plantada maior; produtividade recuou. (Foto: Arquivo)

Concorrência local – Na comparação com a safra 2017/2018, a atual teve evolução de 4,54 milhões de hectares para 4,86 milhões de hectares, um crescimento de 6,9%, ante 1,9% da média nacional. A produtividade, por sua vez, saiu de 3,6 toneladas por hectare para 3,89 toneladas por hectare, aumento de 7,8%. Nacionalmente, a alta foi de 3,7%.

O avanço proporcional de área plantada em Mato Grosso do Sul superou os dois vizinhos no Centro-Oeste. A área plantada em Mato Grosso saiu de 15,3 milhões para 16 milhões de hectares (alta de 4,7%), e em Goiás de 5,3 milhões para 5,49 milhões (3,6%).

Já em relação à produtividade, embora os dados proporcionais sejam melhores, os números absolutos de Mato Grosso do Sul estão atrás. A variação positiva da produtividade em Mato Grosso foi de 4%, chegando a 4,1 toneladas por hectare. Em Goiás, com alta de 5,2%, a marca atingida é de 5,1 toneladas por hectare.

Produtos – Os indicadores ajudam a entender que o Estado enfrentou problemas para manter a produtividade, com o aumento na produção, em muitos casos, tendo vinculação direta com o aumento da área plantada.

Combinação das duas safras de milho apontará crescimento superior a 50%. (Foto: Arquivo)Combinação das duas safras de milho apontará crescimento superior a 50%. (Foto: Arquivo)

No caso do algodão em caroço, por exemplo, a área plantada saiu de 30 mil para 37 mil hectares, mas a produtividade por hectare caiu de 4,5 para 4 toneladas, um recuo de 10%. Como resultado, a produção deve sair de 136,8 mil toneladas para 148,9 mil toneladas (aumento de 8,8%).

Para algodão em pluma, a produtividade esperada também é menor: de 1,84 tonelada por hectare, cairá para 1,65 (baixa de 10,6%). A colheita deve totalizar 61 mil toneladas, frente aos 56,1 mil da safra 2017/2018.

A área plantada com milho cresceu de 1,73 milhão para 1,86 milhão de hectares no combinado dos dois períodos de plantio na safra. A produtividade, porém, disparou: saiu de 3,73 para 5,4 toneladas por hectare, um aumento de 44,8%. A produção total sairá de 6,4 milhões de toneladas para 10 milhões (evolução de 55,7%).

Principal cultura em área, a soja teve aumento na área plantada, que saiu de 2,67 milhões de hectares para 2,85 milhões. Porém, espera-se uma produtividade 17,1% menor, com recuo de 3,59 toneladas por hectare para 2,98 toneladas por hectare; e colheita total de 8,5 mil toneladas (contra 9,6 mil na safra passada, uma queda de 11,4%).

Em relação ao arroz, a queda na área cultivada foi de 27,1% –de 14,3 mil para 10,7 mil hectares. Embora a produtividade tenha passado de 5,7 toneladas para 5,8 toneladas, a produção deve chegar a 62,1 mil toneladas, contra 81,5 mil na safra anterior. Também houve queda em relação à área plantada com o feijão, no somatório das três safras do período, de 26,8 para 26,5 mil hectares. A colheita, porém, subiu de 35,1 para 37,6 mil toneladas.

Dois produtos tiveram área mantida e registraram aumento na colheita. A aveia, plantada em 30 mil hectares, deve render 37,2 mil toneladas no Estado, aumento de 24% em relação ao período anterior. O trigo, por sua vez, presente em 28 mil hectares, deve render uma safra de 58,4 mil toneladas em Mato Grosso do Sul, recuo de 5,2% quanto ao período 2017/2018.

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