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Economia

Se ganha ou se perde, tem churrasco! Copa vira “Natal dos açougues” da Capital

Em dias de jogos da Seleção Brasileira, comerciantes comemoram o aumento na procura por cortes de churrasco

Por Jhefferson Gamarra e Inez Nazira | 19/06/2026 16:27
Se ganha ou se perde, tem churrasco! Copa vira “Natal dos açougues” da Capital
Estoque de carnes abastecidos em açougue da Capital (Foto: Osmar Veiga)

A cada jogo da Seleção Brasileira, um hábito tipicamente sul-mato-grossense ganha ainda mais força: o churrasco. Em Campo Grande, a Copa do Mundo tem movimentado os açougues em diferentes regiões da cidade e reforçado uma percepção compartilhada por comerciantes do setor: quando o Brasil entra em campo, a procura por carnes aumenta e as confraternizações entre amigos e familiares ajudam a aquecer as vendas.

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Os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo têm aquecido as vendas nos açougues de Campo Grande. Proprietários de estabelecimentos em diferentes bairros relatam aumento na procura por cortes para churrasco nos dias de partidas. Os comerciantes afirmam que os reajustes nos preços da carne ocorreram antes do torneio e não têm relação com o evento.

Nesta sexta-feira (19), a Seleção Brasileira enfrenta o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida será disputada às 20h30 (horário de MS), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Depois do empate por 1 a 1 com o Marrocos na estreia, a expectativa pelo resultado também reflete no comércio local, especialmente nos estabelecimentos especializados em carnes.

Se ganha ou se perde, tem churrasco! Copa vira “Natal dos açougues” da Capital
Cliente sendo atendido em açougue da Capital (Foto: Osmar Veiga)

Em diferentes bairros da Capital, proprietários de açougues relataram aumento na movimentação nos dias de jogos, maior procura por cortes destinados ao churrasco e, em alguns casos, a criação de promoções e kits especiais para atender à demanda.

No Jardim TV Morena, o proprietário do Casa de Carnes Gaúcho's, Lucas Falustino, de 41 anos, afirma que os dias em que o Brasil joga têm comportamento diferente do restante do calendário.

"Nos dias de jogos do Brasil, a movimentação é diferente. A gente percebe um aumento na procura, principalmente por carnes para churrasco. O campo-grandense gosta muito de churrasco, então qualquer motivo vira oportunidade para reunir a família e os amigos. Se ganha, comemora; se perde, faz churrasco para aliviar a tristeza", relata.

Se ganha ou se perde, tem churrasco! Copa vira “Natal dos açougues” da Capital
Proprietário do Casa de Carnes Gaúcho's, Lucas Falustino (Foto: Osmar Veiga)

Segundo ele, muitos consumidores já se antecipam à demanda e fazem as compras na véspera das partidas. "Aqui, muitos clientes já têm o hábito de comprar com antecedência. Eles sabem que a demanda aumenta e preferem garantir os produtos um dia antes do jogo. Por isso, tanto a véspera quanto o dia da partida costumam ser muito bons para as vendas."

Falustino destaca ainda que não houve reajustes relacionados à Copa. "Até o momento, não tivemos aumento por causa da Copa. Também não recebemos reajustes dos fornecedores relacionados ao evento, então conseguimos manter os mesmos preços para os consumidores."

Se ganha ou se perde, tem churrasco! Copa vira “Natal dos açougues” da Capital
Proprietária do Gado Forte, Ana Karla Silva Reis (Foto: Osmar Veiga)

No Bairro Caiçara, a proprietária do Gado Forte, Ana Karla Silva Reis, de 30 anos, também observa crescimento na procura durante os jogos da Seleção.

"Nos dias de jogo o movimento sempre cresce, independentemente do dia da semana. O pessoal começa cedo a procurar, manda mensagens e vem ao açougue comprar carne para fazer churrasco."

Entre os cortes mais procurados estão costela, ponta de peito e fraldinha. Segundo ela, as promoções ajudam a impulsionar ainda mais as vendas. "As pessoas aproveitam os preços melhores, se organizam entre amigos e familiares, fazem até vaquinha para comprar mais carne. Isso acaba aumentando o volume das vendas."

Em relação aos preços, Ana Karla explica que os reajustes observados recentemente não estão necessariamente ligados à Copa. "Já estamos recebendo reajustes dos fornecedores há cerca de um mês ou um mês e meio, desde a época do Dia das Mães. Tivemos novos reajustes recentemente, mas não posso afirmar que isso tenha relação com a Copa. Os aumentos já vinham acontecendo antes do início da competição."

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Proprietária da Casa da Linguiça, a proprietária Talana Machado (Foto: Osmar Veiga)

A estratégia de aproveitar o clima do torneio foi adotada na Casa da Linguiça, a proprietária Talana Machado, de 42 anos, decidiu criar um produto específico para o período. "A Copa é uma grande aliada do comércio. Eu sempre vejo esse período como uma oportunidade para movimentar as vendas e fomentar a economia."

Com os jogos acontecendo no período da noite, o estabelecimento lançou o chamado "Kit dos Campeões", reunindo espetinhos de filé de frango e bovino, linguiça de fabricação própria, pão de alho, costela em tiras e frango temperado.

"Como os jogos estão acontecendo no fim do dia, isso tem sido muito favorável para nós. Por causa disso, lançamos o Kit dos Campeões, que está sendo um sucesso de vendas."

A empresária também afirma que os aumentos registrados no valor da carne ocorreram antes da competição. "Houve aumento no valor da carne nos últimos meses, mas isso já vinha acontecendo antes da Copa. Durante o período da competição, não tivemos nenhum reajuste adicional por causa dos jogos."

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Trabalhadora preparando os cortes para venda (Foto: Osmar Veiga)

Já no Jardim Buriti, a proprietária da Casa de Carne Xavier, Maria Rita da Silva, de 61 anos, relata que o movimento aumentou significativamente durante o torneio.

"A procura por carne está muito boa, principalmente nesta época de Copa do Mundo. O pessoal gosta de se reunir para comer e beber durante os jogos, então o movimento aumentou bastante."

Segundo ela, os dias em que o Brasil entra em campo são os mais movimentados, com destaque para cortes tradicionais de churrasco. "As carnes mais procuradas são as de churrasco, como contrafilé e picanha. São os cortes que o pessoal mais busca para reunir a família e os amigos."

Maria Rita afirma que os preços permaneceram estáveis durante a competição. "Em relação aos preços, não tivemos alterações por causa da Copa. Os valores continuam os mesmos e deram uma estabilizada."