Serviços encolhem em março e acendem alerta para economia de Mato Grosso do Sul
Retração nacional foi de 1,2%, mas Mato Grosso do Sul teve perda cinco vezes maior

Mesmo com o avanço de 3% no setor de serviços em relação ao ano passado, Mato Grosso do Sul entrou na lista dos estados com pior desempenho do País em março e registrou queda de 6% no volume de serviços na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (15) pelo IBGE. O resultado coloca o Estado entre os principais recuos do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso (-5,2%) e à frente de Pernambuco (-3,9%).
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registrou queda de 6% no volume de serviços em março na comparação com fevereiro, segundo o IBGE, ficando entre os piores desempenhos do País, atrás de Mato Grosso (-5,2%) e à frente de Pernambuco (-3,9%). Nacionalmente, o setor recuou 1,2%, acumulando quatro resultados negativos nos últimos cinco meses, puxado pela queda nos transportes. No acumulado de 2025, os serviços brasileiros ainda avançam 2,3%.
A retração ocorre em um momento em que o setor vinha sustentando boa parte da atividade econômica brasileira. Nacionalmente, o volume de serviços caiu 1,2% em março, acumulando quatro resultados negativos nos últimos cinco meses. O principal peso veio do setor de transportes, especialmente o transporte rodoviário de cargas e o transporte aéreo de passageiros.
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Em Mato Grosso do Sul, a desaceleração acende um sinal de alerta porque o setor de serviços responde por grande parte da geração de empregos urbanos e do movimento econômico ligado ao comércio, logística, tecnologia, turismo e atendimento às famílias.
O levantamento do IBGE mostra que, no cenário nacional, todas as cinco atividades pesquisadas recuaram em março. Entre elas estão serviços profissionais e administrativos, tecnologia e comunicação, turismo e serviços prestados às famílias.
Mesmo com o tombo no comparativo mensal, o setor ainda mantém crescimento no acumulado do ano. No Brasil, os serviços avançam 2,3% em 2026 e acumulam alta de 2,8% nos últimos 12 meses.
No recorte nacional, o destaque positivo segue sendo a área de informação e comunicação, impulsionada por tecnologia, internet, telecomunicações e serviços digitais. Já o turismo perdeu força, com retração de 4% em março, puxada principalmente pela queda na ocupação hoteleira, transporte aéreo e locação de veículos.
Entre os estados, São Paulo teve o maior impacto negativo no resultado nacional, com queda de 2,1%, enquanto o Distrito Federal liderou o crescimento, com alta de 10,3%. Mato Grosso do Sul apareceu entre as perdas mais expressivas do País no período.

