Tempo médio de atraso de dívidas na Capital chega a 65 dias, aponta pesquisa
No geral, endividamento atinge 70,1% das famílias
O índice de endividamento das famílias da Capital ficou em 70,1% em março. A PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), desenvolvida pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) foi publicada na quinta-feira (09).
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Os endividados com contas em atraso são 28,0% e os que não terão condições de pagar atingem 12,5%. Dessa forma, em números reais, são 246.353 endividados, 98.363 endividados com contas em atraso, e 41.981 pessoas que não terão condições de pagar.
Em relação ao tempo da dívida atrasada, para 18,7% das famílias está em atraso até 30 dias, 29,8% entre 30 e 90 dias, 44,1% acima de 90 dias. A média de atraso é de 65 dias.
Sobre o comprometimento, 13,3% estão com dívidas comprometidas até 3 meses, 13,0% entre 3 e 6 meses, 19,0% entre 6 meses e 1 ano, 41,9% por mais de 1 ano.
Já o comprometimento médio de renda com dívidas passa de 50% para 15,8% das famílias. Fica entre 11% e 50% para 48,4% das famílias, e até 10% comprometida para 17,4%.
O cartão de crédito continua sendo a principal causa de endividamento, com 67,6% das famílias. Em seguida, vêm os carnês (19,9%); o financiamento de casa e o crédito pessoal (11,7%); o financiamento de carro (11,4%); e o crédito consignado (8,6%).
Entre os que têm a renda comprometida com dívidas como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros, 16,5% se consideram muito endividados, 29,0% se sentem pouco endividados e 29,9% responderam que não têm dívidas desse tipo.
Dos entrevistados, 39,9% responderam que as pessoas que moram na residência têm algum tipo de dívida atrasada. Outras 59,5% responderam que não.
Sobre ter condições de pagar as contas atrasadas no próximo mês, 18,4% disseram que vão conseguir, 33,9% parcialmente e 42,7% não terão condições.
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