Trabalho doméstico formal tem queda de 1,9% e salário sobe 5,2% em MS
Estado perdeu 340 vínculos em 2025, mas renda média aumentou R$ 94,66, aponta painel
Estudo sobre o trabalho doméstico formal revela que Mato Grosso do Sul registrou queda de 1,90% nos vínculos e aumento de aproximadamente 5,20% na média salarial. Os dados foram elaborados pela Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, com base em informações do eSocial, e divulgados na tarde desta sexta-feira (10).
RESUMO
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Mato Grosso do Sul registrou queda de 1,90% nos vínculos do trabalho doméstico formal em 2025, passando de 17.896 para 17.556 contratos, mas a remuneração média cresceu 5,20%, chegando a R$ 1.913,46. O Estado segue abaixo da média nacional de R$ 2.047,92. As mulheres representam 93,47% dos trabalhadores, com maioria parda e faixa etária entre 50 e 59 anos.
Conforme o Painel do Trabalho Doméstico, em 2025 o setor seguiu com leve retração em todo o país, embora ainda apresente estabilidade. No Estado, a variação foi pequena: em 2024 eram 17.896 vínculos trabalhistas, número que caiu para 17.556 em 2025.
Em relação à remuneração média real, houve aumento de R$ 94,66 em Mato Grosso do Sul. Assim, o valor passou de R$ 1.818,80 em 2024 para R$ 1.913,46 no ano seguinte. Ainda assim, o Estado segue abaixo da média nacional, fixada em R$ 2.047,92.

O painel também detalha o nível de escolaridade dos trabalhadores. Seguindo a tendência nacional, a maioria (6.963) declara ter ensino médio completo, seguida por aqueles com ensino fundamental incompleto (4.567). Já as menores parcelas são de analfabetos (186), ensino superior incompleto (225) e superior completo (269).
Assim como no restante do país, a maioria dos trabalhadores domésticos sul-mato-grossenses possui jornada semanal de 41 horas ou mais. A categoria é composta por 49,87% de pardos, 42,56% de brancos e 6,44% de pretos, configuração diferente da média nacional, onde predominam trabalhadores brancos.

As mulheres continuam sendo maioria, representando 93,47% dos profissionais no Estado. A faixa etária predominante está entre 40 e 60 anos, com destaque para o grupo de 50 a 59 anos, que soma 6.228 trabalhadores.
Entre as ocupações, empregados domésticos em serviços gerais são maioria, com 13.514 profissionais. Na sequência aparecem babás (1.514), cuidadores de idosos (1.022) e empregados domésticos faxineiros (479).
Quanto à remuneração, as funções mais bem pagas são as de enfermeiro, com média de R$ 4.217,49 e 13 profissionais registrados. Em seguida estão técnicos de enfermagem (R$ 3.469,96) e mordomos de residência (R$ 2.655,86).
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