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Economia

Valores esquecidos chegam a R$ 10,27 bilhões para 49,6 milhões de brasileiros

A devolução ocorre por meio de uma chave Pix informada pelo usuário

Por Gustavo Bonotto | 05/03/2026 23:44
Valores esquecidos chegam a R$ 10,27 bilhões para 49,6 milhões de brasileiros
Homem conta notas de 50 reais. (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

Banco Central informou que 49,6 milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em instituições financeiras. O valor total disponível chega a R$ 10,27 bilhões, segundo balanço com dados até dezembro do ano passado. O levantamento inclui recursos deixados em bancos, consórcios e outras instituições.

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O Banco Central revelou que 49,6 milhões de brasileiros possuem recursos financeiros não resgatados em instituições bancárias, totalizando R$ 10,27 bilhões. Do montante total, R$ 7,97 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto R$ 2,29 bilhões são de empresas. A consulta pode ser realizada através do Sistema Valores a Receber, no site oficial do Banco Central, utilizando CPF e senha gov.br nível prata ou ouro. O resgate é feito via Pix, e não há prazo limite para solicitação dos valores. O BC alerta que não solicita dados pessoais ou bancários diretamente aos clientes.

Do total, R$ 7,97 bilhões pertencem a 49,59 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 2,29 bilhões são de 5,02 milhões de empresas. Até agora, o sistema do Banco Central já devolveu R$ 13,35 bilhões aos clientes.

A consulta aos valores ocorre pelo Sistema Valores a Receber. O acesso está disponível no site oficial do Banco Central. O serviço permite verificar se pessoas físicas, inclusive falecidas, ou empresas têm recursos disponíveis.

O Congresso autorizou, em 2024, que o governo recolhesse os valores não resgatados após 16 de outubro daquele ano. O Ministério da Fazenda, no entanto, informou que não existe prazo para clientes solicitarem o dinheiro.

Para verificar se há valores disponíveis, o cidadão deve acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br. O sistema solicita CPF e senha da conta gov.br com nível prata ou ouro.

A devolução ocorre por meio de uma chave Pix informada pelo usuário. Quem não possui chave cadastrada precisa entrar em contato com a instituição financeira responsável para combinar outra forma de recebimento.

No caso de valores de pessoas falecidas, a consulta exige que o solicitante seja herdeiro, inventariante, testamentário ou representante legal. O sistema também pede o preenchimento de um termo de responsabilidade.

Desde maio do ano passado, o Banco Central também permite habilitar pedido automático de resgate. A função permite que o sistema solicite a devolução sem necessidade de consulta periódica.

Para ativar o recurso, o cidadão deve acessar o sistema com conta gov.br de nível prata ou ouro e habilitar a verificação em duas etapas. A opção está disponível apenas para pessoas físicas que possuem chave Pix vinculada ao CPF.

O Banco Central alerta que não entra em contato com clientes para pedir dados pessoais ou informações bancárias. O órgão orienta que qualquer solicitação recebida por mensagem ou ligação seja tratada como tentativa de golpe.