Mães pesquisadoras terão 300 bolsas de pós-doc para seguir na carreira
Programa Aurora vai apoiar docentes grávidas ou com filhos pequenos para manter pesquisas ativas
Mães pesquisadoras terão apoio financeiro para manter atividades acadêmicas e projetos científicos durante a maternidade. O Programa Aurora, lançado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), vai conceder até 300 bolsas de pós-doutorado para professoras vinculadas à pós-graduação stricto sensu. O investimento previsto é de R$ 37,4 milhões, com bolsas mensais de R$ 5,2 mil por até dois anos.
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Conforme o Edital nº 16/2026, a iniciativa do programa é voltada a docentes permanentes e colaboradoras que estejam grávidas a partir do 2º trimestre, sejam mães de crianças com até 2 anos ou tenham formalizado a adoção ou a guarda para fins de adoção nos 2 anos anteriores à inscrição. No caso de mães de filhos com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento, não há limite de idade da criança.
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Conforme a assessoria de comunicação da Capes, esta é a primeira iniciativa nacional voltada especificamente ao apoio de mães pesquisadoras na pós-graduação. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo sistema eletrônico da Capes/MEC (Ministério da Educação). O primeiro ciclo de análise recebe propostas até 5 de junho de 2026.
Segundo a assessoria de comunicação da Capes, o apoio será concedido por meio da indicação de pesquisadoras ou pesquisadores de pós-doutorado pelas docentes beneficiárias e pelos programas de pós-graduação aos quais estão vinculadas. A medida busca garantir a continuidade das atividades acadêmicas e de pesquisa durante o período da maternidade.
Segundo a presidente da CAPES/MEC, Denise Pires de Carvalho, o programa foi criado para enfrentar desigualdades históricas na carreira científica e pretende reduzir o chamado “efeito tesoura” na ciência, fenômeno em que a participação feminina diminui nos níveis mais altos da carreira acadêmica.
Critérios - Pelo menos 30% das vagas serão destinadas a candidatas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas ou quilombolas. Outras 10% serão reservadas a proponentes com deficiência ou transtorno do neurodesenvolvimento.
Também haverá fator de correção na nota das propostas vinculadas a municípios com IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) inferior a 0,750 ou que indiquem bolsistas pertencentes a grupos sub-representados.
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