Loja física ainda vence internet na compra de roupas, aponta enquete
Levantamento do Campo Grande News mostrou preferência apertada por estabelecimentos presenciais
Mesmo com o crescimento das compras pela internet, a loja física ainda leva pequena vantagem quando o assunto é comprar roupas. Enquete do Campo Grande News mostrou que 54% dos participantes disseram comprar mais em estabelecimentos presenciais, enquanto 46% afirmaram preferir a internet.
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O resultado mostra uma disputa equilibrada entre os dois formatos de consumo. A diferença é de apenas oito pontos percentuais, em um cenário no qual o comércio eletrônico continua ganhando espaço no País.
Segundo dados citados pelo próprio Campo Grande News, levantamento da Confi em parceria com o E-commerce Brasil apontou que as vendas on-line ultrapassaram R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ao mesmo tempo, a loja física continua tendo papel importante na decisão de compra. Pesquisa da Serasa Experian mencionada na enquete indicou que 59,4% dos consumidores enxergam os pontos de venda presenciais também como vitrines, mesmo quando a compra acaba sendo concluída pela internet. Entre integrantes da Geração Z, esse percentual chega a 63,5%, e entre Millennials, a 61,4%.
O resultado da enquete também aparece em um momento de mudança nas regras para compras internacionais de baixo valor. Na semana passada, o Senado aprovou uma medida provisória que permite zerar o Imposto de Importação federal sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto já havia passado pela Câmara e agora segue para sanção presidencial.
A cobrança, que ficou conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, tinha alíquota mínima federal de 20% para compras nessa faixa. Pela nova redação, o Ministério da Fazenda poderá reduzir essa alíquota a zero.
Isso, porém, não significa que as compras internacionais ficarão totalmente livres de impostos. O ICMS estadual continua incidindo sobre as encomendas, mesmo que o tributo federal seja zerado.
Para compras acima de US$ 50 e de até US$ 3 mil, o texto também permite ao governo reduzir a alíquota federal para até 30%. As novas regras ainda preveem mecanismos de fiscalização para coibir subfaturamento, divisão artificial de encomendas e outras irregularidades.
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