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Comportamento

Ferrari atrai olhares, mas Fusca 'Abacatão' faz mais gente sorrir

Há 15 anos com o médico Kleber, modelo de 1972 desperta memórias de infância e chama atenção por onde passa

Por Clayton Neves | 08/09/2026 07:13

Você pode ter uma Ferrari. Pode ter um Porsche. As pessoas vão olhar, admirar e talvez até comentar. Mas, para o médico psiquiatra Kleber Francisco Meneghel Vargas, de 52 anos, existe um carro capaz de provocar a reação de alegria e sorriso.

É assim que ele define o Fusca 1972 que está com ele há cerca de 15 anos. Verde Guarujá, o carro já virou conhecido entre os amigos como “Abacatão” e continua sendo usado por Kleber durante a semana, mesmo com o conforto bem distante dos carros atuais.

“Você pode ter uma Ferrari, pode ter um Porsche, que as pessoas vão parar, vão olhar, vão admirar. Mas o único carro que te dá um sorriso quando você para do lado chama-se Fusca”, afirma.

E quando “Abacatão” sai nas ruas as histórias começam. Tem criança que acena, gente mais velha que lembra do Fusca que teve em casa e até quem lembra do carro do pai ou do avô. Para Kleber, é justamente aí que está a graça do velho Volkswagen. “É um carro que tem muita memória afetiva”, resume.

Ferrari atrai olhares, mas Fusca 'Abacatão' faz mais gente sorrir
Kleber ao lado do Fusca Abacatão, de 1972. (Foto: Luiz Donizete Farias)

Segundo o psiquiatra, a relação com o modelo é antiga. Na infância, uma tia costumava buscar Kleber e os irmãos para levá-los à escola justamente em um Fusca. Anos depois, quando comprou o próprio carro, foi essa memória que também ajudou a criar o vínculo.

Inicialmente, o Fusca foi comprado para a esposa, mas, com o passar do tempo, acabou sendo Kleber quem mais passou a usá-lo. E ao que tudo indica, ele não parece ter intenção de abrir mão do companheiro de quatro rodas. “Rapaz, acho que não venderia não. Teria que pagar muito bem”, analisa.

Kleber reconhece que conforto não é exatamente o ponto forte do carro. Por outro lado, destaca que a mecânica simples do veículo de 1972 e o jeito de dirigir são justamente parte do charme.

“Não é um carro super confortável, longe disso, mas é muito fácil de você lidar. É um carro que tem uma mecânica super simples, comparado com os carros mais atuais. Além disso, ele aproxima as pessoas”, pontua.

Na garagem de Kleber também existe espaço para uma moto Harley-Davidson Fat Boy, uma máquina completamente diferente. Mas, apesar da presença da Harley, a paixão pelo “Abacatão” segue intacta. “Ah, não abandono. O fusquinha está no meu coração”, finaliza.

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