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Com o fim da “taxa das blusinhas”, você vai comprar em sites internacionais?

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Por Gabriel Neris | 13/05/2026 06:59
Com o fim da “taxa das blusinhas”, você vai comprar em sites internacionais?
Imagem ilustrativa de consumidora observando páginas do exterior (Foto: Arquivo)

Com o fim da “taxa das blusinhas”, você pretende voltar a comprar em sites internacionais? O anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reacendeu o debate que mistura política, consumo e bolso do brasileiro. A medida, que havia aumentado a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, virou um dos temas econômicos mais criticados desde sua criação.

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O governo federal decidiu revogar a chamada "taxa das blusinhas", cobrança que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. A medida, implementada em 2024, combinava imposto federal e ICMS estadual, elevando o preço final dos produtos. A decisão de revogar a taxa ocorre a poucos meses das eleições de 2026, após avaliação do Planalto de que a cobrança gerou desgaste político, especialmente entre consumidores de baixa renda e jovens.

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A taxação passou a valer em 2024 após aprovação do Congresso Nacional e atingiu diretamente compras feitas em plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress. Consumidores passaram a pagar imposto federal somado ao ICMS estadual, o que elevou significativamente o preço final dos produtos importados.

Inicialmente, o governo Lula chegou a recuar diante da repercussão negativa, mas depois implementou o Programa Remessa Conforme, mantendo a cobrança sobre compras internacionais. O tema ganhou forte desgaste político e a oposição e os influenciadores nas redes sociais passaram a explorá-lo.

Agora, a poucos meses das eleições de 2026, o governo decidiu revogar a cobrança. A avaliação dentro do Planalto é que a medida gerou desgaste popular e atingiu especialmente consumidores de baixa renda e jovens, público que havia aderido em massa às compras internacionais nos últimos anos.

O argumento inicial do Ministério da Fazenda era combater fraudes de empresas estrangeiras que simulavam vendas entre pessoas físicas para escapar da tributação. Já críticos da medida afirmavam que o governo acabou transformando “comprinhas baratas” em produtos inviáveis para boa parte da população.

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