A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

21/11/2011 18:08

Campo-grandense destaca avanço da tecnologia a favor do esporte

Fabiano Arruda

Vice-presidente da CBB, Reginaldo Senna, destaca evolução no País, que está prestes a sediar Copa do Mundo e Olimpíadas

Fisioterapeuta Reginaldo Senna destaca que basquete brasileiro saiu na frente no emprego de tecnologia para impedir lesões em atletas das seleções. (Foto: Simão Nogueira)Fisioterapeuta Reginaldo Senna destaca que basquete brasileiro saiu na frente no emprego de tecnologia para impedir lesões em atletas das seleções. (Foto: Simão Nogueira)

Perto de sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, o esporte brasileiro dá sinais que entendeu a importância do emprego da ciência e da tecnologia em favor do alto rendimento esportivo.

É a opinião do campo-grandense Reginaldo Senna, vice-presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basketball), ao comentar sobre o NAR (Núcleo de Alto Rendimento), inaugurado nesta segunda-feira São Paulo (SP) que, na prática, vai utilizar alta tecnologia no preparo de futuros campeões.

Chefe do departamento de Ciência e Performance da CBB há dois anos e meio, Senna conta que a iniciativa na confederação de basquete foi pioneira no País. “O basquete brasileiro saiu na frente e será o primeiro esporte coletivo a utilizar o NAR em parceria”.

Para se der uma ideia, o departamento chefiado por Senna na CBB, que atua em caráter multidisciplinar com profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas, conseguiu, no período, reduzir em 92% o índice de lesões.

Em termos de rendimento, o fisioterapeuta cita como exemplos as conquistas das seleções masculina e feminina na Copa América de Basquete deste ano com destaque ao time masculino, que encerrou jejum de 15 anos fora das Olimpíadas.

“Basta olhar que a seleção masculina de basquete foi a única a chegar à final com todos os jogadores sem lesão”, diz Reginaldo, explicando que as avaliações levam em conta as características e especifidades de cada atleta para aplicação dos treinos.

“A ideia é levar a metodologia para os clubes em todo Brasil. Há dois anos e meio o desenvolvimento dos atletas no basquete brasileiro é impressionante”, prossegue o fisioterapeuta.

Segundo ele, as avaliações podem prevenir ou evitar até, por exemplo, uma lesão de ligamento cruzado do joelho. “Atletas com este tipo de lesão nunca mais têm a mesma performance”, pontua Reginaldo, que atua há 15 anos com a modalidade.

Um dos equipamentos que possibilitam esta prevenção é o tensiomiógrafo, importado no NAR da Eslovênia, que analisa a propriedade de contração dos músculos.

Campeã mundial de salto com vara, Fabiana Murrer será uma das primeiras atletas no NAR. Ela quer aumentar seu salto de 4,85 para 5 metros. (Foto: AP) Campeã mundial de salto com vara, Fabiana Murrer será uma das primeiras atletas no NAR. Ela quer aumentar seu salto de 4,85 para 5 metros. (Foto: AP)

NAR - A prevenção de lesões, no entanto, não é o único benefício do núcleo, criado pelo Grupo Pão de Açúcar com investimento de R$ 4 milhões ao todo.

A metodologia oferecida no NAR vai propiciar que atletas aumentem seu rendimento, como salto, velocidade e força, por meio de avançados recursos tecnológicos.

Uma das primeiras atletas a utilizarem o centro é Fabiana Murrer, atual campeã mundial do salto com vara. Ela quer ampliar seu recorde de 4,85 metros de altura para 5 metros, segundo reportagem publicada pela Revista Veja.

Uma esteira capaz de atingir velocidade de 45 km/h, um dos recordes mundiais do atletismo, é outro diferencial do lugar que vai oferecer ainda ginásio poliesportivo oficial, estrutura para atletismo, equipamentos exclusivos para o treinamento da potencia muscular e laboratório de análise de desempenho esportivo.

Outros equipamentos de destaque são colchão para salto com vara oficial aprovado pela IAAF (International Association of Athletics Federations); Estrutura externa para salto em distância e triplo e Pista de Atletismo interna e externa com tartan oficial, bem como sensores fotoelétricos são capazes de medir tempo de reação e velocidade dos atletas.

Centros de treinamento como o NAR são comuns em países referências em Jogos Olímpicos como Estados Unidos, Alemanha e Austrália.

Só para se ter uma ideia mais recente, nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, disputados recentemente, a delegação americana ficou na primeira colocação com 236 medalhas, sendo 92 de ouro, 79 de prata a 65 de bronze. A diferença para Cuba, segundo lugar, é de 100 medalhas ao todo: 34 medalhas a mais de ouro, 44 de prata e 22 de bronze.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China, em 2008, os Estados Unidos terminaram na segunda posição atrás dos donos da casa pela desvantagem no número de medalhas de ouro. No quadro geral, os EUA faturaram 110 medalhas contra 100 dos chineses.



Excelente para o desporto nacional, tecnologia com o talento brasileiro seremos imbatíveis. Espero que não seja mais um boa iniciativa que morra na praia.

Prof. Jairo Ricardes Rodrigues -CREF-1208-G/MS
Mestre em Ciências da Sáude e Esporte- UnB
Ex- atleta de judô
Ex- técnico da seleção brasileira juvenil de judô

 
JAIRO RICARDES RODRIGUES em 22/11/2011 07:13:41
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions