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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

04/07/2009 20:59

Editor de informática da Folha critica Maratona do Fogo

Redação

O editor de informática da Folha de São Paulo, Rodolfo Lucena, 52 anos, também é maratonista e costuma participar de competições pelo Brasil afora. Ele esteve em Mato Grosso do Sul no domingo passado, participando da Maratona do Fogo, competição organizada pela prefeitura de Dourados e que recebeu críticas do editor em seu blog.

Ele cita que a seca destruiu grande parte da safra de milho, maior riqueza agrícola de Dourados. Durante o trajeto, de Fátima do Sul até Dourados, o que ele viu, de acordo com o blog, foram perdas na agricultura.

Lucena descreve que a competição é um dos marcos do pedestrianismo brasileiro, já que foi criada nos anos 80 e nesse ano foi ressuscitada. A corrida leva esse nome porque é uma homenagem ao Corpo de Bombeiros local.

No blog, Lucena disse que no primeiro posto de água, no quilômetro 5, não havia nada. Ele escreve que "dei com os burros na água, como se diz. Ou, adaptando o dito, dei com os burros no seco, pois já não havia água no km 5". E a ironia segue no trecho em que ele diz que "para encurtar o caso, não tinha água no km 5 nem no km 10. Tinha no 15, no 20 e no 25, mas nada no 30 (não tinha água no km 30, gente!!!!) nem no 35. No 40 tinha água, mas na chegada, não".

Correndo bem até o 27, o editor conta no blog que queria simplesmente completar a prova com o mínimo de sofrimento. De acordo com ele, a prova foi completada com sofrimento e muita raiva pelo descaso e desrespeito dos organizadores com os corredores mais lentos.

Pelo que o editor percebeu, todos os maratonistas, até o km 25, estavam mais lentos do que ele e acabaram desistindo. Entre o 28 e o 29, Lucena passou uns três ou quatro atletas que seguiam lenta e doloridamente, mas foram até o final.

Percebendo a falta de água nos primeiros quilômetros, Lucena afirma que pediu que avisassem os organizadores sobre o problema. Em sua opinião, não havia falta de água, era pura incompetência.

Durante o trajeto, o maratonista editor de informática da Folha, contou com a colaboração de carros de apoio particulares que garantiram o abastecimento de sua sede. "Bar só fui ver já na cidade..."

Quando chegou a Dourados, Lucena foi pela avenida Marcelino Pires, que corta a cidade de fora a fora. Aí, mais uma crítica: o editor relatou que não havia nenhuma indicação de onde dobrar à direita para pegar a reta final e por isso teve que perguntar à população.

No momento em que iria cruzar a linha de chegada, o maratonista avistou o pórtico atirado ao chão, desmontado, pronto para ser levado embora. "Alguém fardado com a camiseta da prova me diz que o final é ali mesmo e que eu posso ir buscar minha medalha numa sala ao lado, onde também há frutas".

Comendo uma banana a seco e não vendo água na sala onde foi pegar a medalha, Lucena conclui o texto dizendo que foi embora, cumprimentou no caminho os maratonistas que chegavam e que, apesar do descaso, seguiram até a final.

Confira o blog, clicando aqui.

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