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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

25/04/2012 14:20

Etapas alternativas cobrem vácuo de competições no vôlei de areia

Wendell Reis

Presidente da federação acredita que não é necessário mais do que seis etapas do estadual de Vôlei de Praia

Jaqueline e Lucinha e Rudileno e Douglas venceram a 3ª etapa em Bonito no fim de semanaJaqueline e Lucinha e Rudileno e Douglas venceram a 3ª etapa em Bonito no fim de semana

Os torneios alternativos de vôlei de areia estão atraindo atletas de Campo Grande para o interior do Estado, como exemplo Bonito e São Gabriel do Oeste. Mesmo com premiação menor, os torneios reúnem vários atletas, principalmente de Campo Grande, e, no caso do vôlei feminino, chegam a superar o número de inscritos no estadual oficial da FVMS (Federação de Vôlei de Mato Grosso do Sul).

No fim de semana, atletas disputaram a terceira, de um total de quatro etapas, do torneio realizado pela Prefeitura do Município de Bonito. A etapa reuniu atletas que estão nas primeiras posições do ranking estadual, com um único objetivo: praticar o voleibol de praia.

O torneio de Bonito já tinha sido realizado nos últimos quatro anos, mas antes era limitado apenas para a região, incluindo os municípios de Guia Lopes e Jardim. Porém, neste ano, o organizador do evento, Greyk Goulart, resolveu abrir para outros municípios, aumentando a participação.

Greyk explica que neste ano a mudança ocorreu para que o torneio crescesse. Ele ressalta que o evento tem por objetivo aumentar o número de pessoas praticando o voleibol, que geralmente é focado apenas na Capital do Estado. O maior gasto para a realização do evento, segundo ele, é com arbitragem e premiação.

O presidente da FVMS (Federação de Vôlei de Mato Grosso do Sul), José Amâncio da Mota, mais conhecido como “Madrugada”, conta que, normalmente, a federação indica árbitro e, às vezes, consegue bola para ajudar o torneio. Porém, conta que estes torneios são mais baratos porque o custo é menor, tendo em vista que, segundo ele, geralmente contrata-se árbitros para apitar todos os jogos.

Para justificar os gastos, Madrugada alega que se organizasse um campeonato sem pagar em espécie, ninguém se inscreveria. Ele afirma que precisa de, mais ou menos, R$ 8,6 mil para organizar um campeonato que, segundo ele, tem despesas com R$ 2,5 mil em prêmios, troféu (R$ 420), arbitragem, serviço geral e delegado da partida, em um gasto que chega, segundo ele, a R$ 2,4 mil, bem como outras despesas como, por exemplo, água (R$ 380) e camisetas para a organização e atleta (R$ 750).

“Tudo isso é gasto”, explica o presidente, ressaltando que também tem despesas com a alimentação de toda a organização que, geralmente, inclui 11 pessoas. “Uma etapa grande tem tudo isso. Se não fizer assim, faço uma etapa meia-boca. Ai, prefiro não fazer”.

Madrugada lembra ainda que os torneios organizados pela federação no interior do Estado têm custo adicional, incluindo gastos com transporte de atletas e caminhão para levar o material para o jogo. O presidente da FVMS explica que antigamente eram realizadas oito etapas, mas este número caiu para seis. Apesar disso, entende que as seis etapas são suficientes. “Não é necessário mais do que isso”.

Neste ano, a Federação realizou apenas uma etapa do estadual de vôlei de praia, dentro do projeto de uma rádio da Capital. O valor de R$ 8 mil informado para fazer uma etapa do vôlei de praia em um final de semana corresponde ao mesmo valor liberado pela prefeitura para a Copa Cidade de Voleibol, por meio do FAE (Fundo de Apoio ao Esporte).

O presidente da FVMS também acredita que os atletas não devem procurar apenas os órgãos públicos e devem ir atrás de empresas privadas para conseguir patrocínio, visto que o poder público pode ajudar apenas os melhores no ranking. Segundo Madrugada, a CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) não manda incentivo nem para as categorias de base e o valor repassado para a FVMS é de R$ 1.036,00, insuficientes para cobrir uma despesa de R$ 2,8 mil, que é conquistada “por meio de patrocínio”.

Ao ser indagado sobre o porquê de não deixar a federação, visto todo o trabalho que é para conseguir patrocínio, o presidente da FVMS diz que já tentou passar para outra pessoa, mas gostaria que fizesse pelo menos o que ele fez, explicando que não vai deixar comprometer um trabalho de vários anos. Segundo Madrugada, seria muito difícil reerguer uma federação, caso o próximo presidente não realizasse um bom trabalho.

Madrugada diz que até pode avaliar a possibilidade de incluir os torneios alternativos no ranking da federação, para que eles passem a contar pontos. Todavia, pretende avaliar a qualidade do torneio, para ver se é sério ou se estão querendo “empurrar com a barriga”.

Sobre a etapa do estadual de Vôlei de Praia, que deveria ter ocorrido nos dias 14 e 15 de abril e não aconteceram, o presidente da FVMS diz que foram prejudicadas por conta da troca do comando da Fundesporte, hoje sobre a responsabilidade de Flávio Britto. Apesar disso, Madrugada diz que a Prefeitura já liberou dinheiro para a Copa Cidade de Voleibol e o Governo do Estado aprovou as etapas do estadual deste ano no vôlei de areia e do metropolitano e estadual de vôlei de quadra. Fora estes dois projetos, a federação havia apresentado três outros que, segundo ele, não foram aprovados.

Bonito - A terceira das quatro etapas do torneio de Bonito foi vencida pelas duplas Douglas e Rudileno e Jaqueline e Lucinha. No masculino, o pódio foi completado pelas duplas Márcio Junior e Manuel e Betinho e Symon. Já no feminino, o segundo lugar ficou com Renata e Andreza e o terceiro com Day e Rose. A próxima etapa será no sábado (28), quando participarão os oito melhores classificados entre as três primeiras etapas.



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