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Entre tapas e beijos

Por Por Marta Ferreira e Gabriel Neris | 10/12/2012 06:00
Entre tapas e beijos

Conhecido por seus discursos inflamados contra a ocupação de terras por índios, o deputado Zé Teixeira (DEM) confessou no sábado, durante encontro do partido na Assembleia Legislativa, que também tem seus embates até com o governador André Puccinelli (PMDB), de quem é aliado.

Motivo 
O deputado democrata contou que durante reunião na semana passada houve o que mesmo definiu como bate-boca. Segundo relatou, o motivo foi a carga tributária estadual. "Nem tudo são flores", disse, sobre a relação com Puccinelli.  "O governador defende o desenvolvimento de MS, mas tem que cuidar da carga tributária", observou.

Poético
O governador, por sua vez, ao comentar a relação de parceria com o partido de Zé Teixeira, o Democrata, recorreu a Vinícius de Moraes. "Que seja eterno enquanto dure".

Seletivo
O deputado federal Luiz Henrique Mandetta classificou o DEM como um partido "independente". Disse que em Brasília faz oposição ao Governo do PT, mas em "algumas situações", vota com a oposição. Para ele, é assim que deve ser na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa.

Precisa mudar
Zé Teixeira, ao comentar os resultados da eleição em Campo Grande, defendeu que haja uma "grande" reforma política. Ele lembrou que em Campo Grande foram eleitos 29 vereadores de 15 partidos diferentes. O DEM ficou com apenas uma vaga.

Mexi, sim
O governador André Puccinelli tem repetido frequentemente que não vai interferir no comando da Câmara de Campo Grande para 2013. Mas admitiu: na Assembleia, ele deu pitaco.

A defesa de Jerson
Puccinelli disse que no Legislativo estadual, teve de "mexer um dedinho", defendendo a permanência no cargo de Jerson Domingos.  A eleição da Mesa Diretora está marcada para terça e a continuação de Jerson já é consenso na Casa.

Tranquilo
Na avaliação de Puccinelli, Jerson domingos deve permanecer no cargo principalmente por causa de uma de suas características no comando da Assembleia. "É um presidente moderado".

Coragem
Vereador eleito de primeira viagem, o jornalista, ator e ambientalista Eduardo Romero foi o único, até agora, a se manifestar publicamente sobre o reajuste de 61,9% nos vencimentos dos parlamentares. Disse que não seria populista de criticar o aumento e explicou que considera que há outros problemas piores que deveriam mobilizar a população.

Quais?
No argumento de Romero, "mais preocupante que o salário (defendido na lei e de conhecimento de todos) é a falta de transparência no Brasil todo dos gastos públicos em geral, é a falta de participação efetiva da sociedade, e a falta de comprometimento de muitos legisladores com a função". Para encerrar, o vereador eleito disse que faltou debate sobre o tema e que a forma como foi aprovada não lhe agrada.

Resposta
Feita no Facebook, a afirmação provocou vários comentários, a maioria contrários, mas também alguns elogiando o fato de pelo menos ter se posicionado, enquanto os colegas adotaram o silêncio.