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MP diz não ter dúvida que Grazi está morta, mesmo sem corpo

Por Anahi Zurutuza | 01/08/2020 07:00
Graziela Pinheiro Rubiano desapareceu em abril; para a polícia e o MP, o marido a matou e sumiu com o corpo (Foto: Facebook/Reprodução)
Graziela Pinheiro Rubiano desapareceu em abril; para a polícia e o MP, o marido a matou e sumiu com o corpo (Foto: Facebook/Reprodução)

Não – Para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o juiz Aluízio Pereira do Santos deve negar o pedido da defesa de Rômulo Rodrigues Dias, 34 anos, réu por matar a mulher, Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, para que nova perícia seja feita na casa onde o casal morava. “A simples alegação do réu de que nunca houve agressão física entre ele e a vítima no interior da edícula não justifica a elaboração de perícia complementar”.

Contas bancárias – Na manifestação, o promotor Wilson Canci Junior também não vê motivos para vasculhar as contas bancárias de Graziela, uma vez que está claro que ela está morta. A defesa alega que sem corpo, não há como provar a morte. “O desaparecimento do corpo da vítima, associado a presença de sangue na edícula e no veículo do casal (comprovado ser sangue da vítima), não deixam dúvidas quanto a morte da vítima”.

Anulação – O advogado Thiago Andrade Sirahata também pediu a anulação de todos os atos da investigação, porque o cliente foi interrogado sem a presença de um advogado e não foi advertido do direito de permanecer em silêncio. Já o MPMS argumenta que não há prejuízos para a defesa, “haja vista que, ao analisarmos seu depoimento em mídia, não constatamos que o interrogado tenha sido coagido ou induzido em erro em suas declarações”.

Em baixa – O mês com a maior alta no número de casos do novo coronavírus em Mato Grosso do Sul – 16.971 novos positivos – também foi das menores taxas de isolamento. Conforme o monitoramento feito pela Inloco e divulgado pelo Governo do Estado, a média mensal foi de 39,2% da população em casa, enquanto o recomendado é pelo menos 60% para frear o avanço da pandemia.

Sumiu – O prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad “sumiu” ontem, um dia depois de anunciar a flexibilização de medidas restritivas. O chefe do Executivo municipal entrou em embate com o Governo de Mato Grosso do Sul que recomenda, diante o avanço acelerado da doença, principalmente na Capital,  providências mais rígidas para reduzir a circulação de pessoas na cidade.

Sem live – A polarização também fez Marquinhos ser alvo de críticas de quem defende a retomada da economia. Entre a cruz e a espada, o prefeito não fez transmissão ao vivo nesta sexta-feira (31).

Prorrogada – O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) prorrogou o regime de plantão extraordinário para o dia 23 de agosto. Pelo plano de biossegurança do Judiciário, a previsão inicial de retomada gradual do trabalho presencial seria a partir de 3 de agosto.

Falta segurança – O TJMS informou que, contudo, “diante dos atuais indicadores epidemiológicos e os dados atuais de ocupação de leitos hospitalares, que demonstram que a doença se encontra em estágio acelerado de crescimento no Mato Grosso do Sul, não havendo previsão segura acerca de sua estabilização ou redução, a retomada foi adiada”.

Personagem – Pipoqueiro de Aquidauana, Albertino Gonçalves de Arruda, 68 anos, terá sua história contada no Caldeirão do Huck em especial para o Dia dos Pais. Ele é pai da dupla sertaneja Lino & Nando, que tocou para o casal Luciano Huck e Angélica na Fazenda Rio Negro, no Pantanal.

Carta - Conforme apurou o jornal O Pantaneiro, Lino escreveu a história do pai em uma carta e entregou a Luciano quando ele partia da fazenda. Dias depois, recebeu uma ligação da produção do programa.