Nem quem tem dinheiro vai poder comprar carne, diz JBS
Carteira cheia, mas barriga vazia - Durante evento, em Campo Grande, o diretor-executivo de Originação da JBS, Eduardo Pedroso, fez um alerta que parece roteiro de filme distópico, mas que já preocupa o setor de proteínas. “A nossa memória é de quem não consome proteína porque não tem condições de comprar, não tem renda para comprar. Porém, o mundo está entrando em um cenário onde nem todo mundo que tem renda terá produto disponível para consumir”.
Cenário distante - A explicação está do outro lado do oceano. Enquanto o Hemisfério Norte concentra boa parte da riqueza mundial, os rebanhos bovinos encolhem. “Hoje a América do Norte tem o menor rebanho dos últimos 70 anos. A Europa, o menor dos últimos 30 anos e a América do Sul, o menor dos últimos seis anos”. Traduzindo: o problema pode não ser apenas ter dinheiro para colocar carne no prato. Pode ser encontrar carne para comprar.
Espalhando as boas novas - Já de malas prontas para trocar a Biosul pela presidência executiva da UNEM, Amaury Pekelman tem intensificado a agenda de visitas a autoridades, entidades e veículos de comunicação. Em vez de cartões de visita, leva debaixo do braço exemplares do livro Mato Grosso do Sul, o Estado da Bioenergia.
Até o ministro - A obra inédita registra quase cinco décadas de um setor que ajudou a redesenhar a economia sul-mato-grossense e transformou o Estado em referência nacional na produção de biocombustíveis. Durante o FIAP, um dos exemplares ganhou destino especial: foi entregue ao ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, personagem da publicação e uma das vozes mais influentes do agronegócio brasileiro.
Sem pompas, por enquanto - Sem a presença do governador Eduardo Riedel (PP), a posse da advogada Ana Carolina Ali Garcia como desembargadora do TJMS nesta sexta-feira (19), se restringiu a um ato burocrático, sem o discurso de diversas autoridades. Mas a celebração não foi descartada. O presidente da corte, desembargador Dorival Renato Pavan, explicou que a posse “festiva” acontecerá no dia 30 de junho, às 17h.
Correria - O quarto dia após o decreto de intervenção no Consórcio Guaicurus tem sido de "clima de correria e adaptação", especialmente na Viação Campo Grande, onde está instalada a equipe de intervenção chefiada por Alexandro de Oliveira. Na recepção, o telefone tocou durante boa parte da manhã. A recepcionista disse que isso "já era comum", mas admitiu que, com a intervenção, o ritmo está mais intenso e marcado por adaptações.
Sem sofrer - A primeira reunião entre a intervenção do Consórcio Guaicurus e o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) ocorreu em clima de entendimento. Diante das dúvidas sobre uma possível ruptura contratual, o interventor Alexandro de Oliveira pediu cautela aos trabalhadores. "Pedir para eles aguardarem o desfecho, para eles não sofrerem por antecipação", afirmou após o encontro. "Na hora que tiver uma decisão, aí sim eles tomarem uma posição", complementou.
Compromisso - Segundo Alexandro, a prioridade é buscar "a melhoria do sistema" e melhores condições de trabalho para os profissionais que atuam na operação dos ônibus. O interventor também garantiu que a equipe fará todo o esforço para manter salários e compromissos básicos em dia. "A gente está trabalhando com o que a gente recebeu da empresa, e é uma empresa que vinha passando por dificuldades. Mas, da nossa parte, a gente vai mover montanhas para que a gente tenha esses compromissos básicos com quem está trabalhando e com os fornecedores, porque é isso que mantém a empresa funcionando."
Clima de hexa - Mesmo sob intervenção, o clima entre os funcionários do Consórcio Guaicurus nesta sexta-feira (19) era de expectativa pelo jogo do Brasil. Com o vale já depositado, trabalhadores aproveitaram a manhã para comprar camisetas da Seleção Brasileira. Um vendedor circulou pela empresa oferecendo diferentes modelos e até o interventor-geral, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, entrou na brincadeira. "Vou até comprar uma", comentou pelos corredores da empresa.
IA na Câmara - A Câmara de Campo Grande entrou na onda da inteligência artificial. O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), homologou a contratação, sem licitação, da plataforma ChatGov por R$ 5,7 mil. A ferramenta promete auxiliar atividades da gestão pública e foi enquadrada como locação de software. O processo recebeu aval da Controladoria-Geral e da Procuradoria-Geral da Casa.


