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Jogo Aberto

Presa por vender xampu volta à ativa com "publis"

Por Kamilla Alcântara e Mylena Fraiha | 01/10/2026 05:00

Réu primário - Pouco tempo após ser solta mediante pagamento de fiança, a veterinária e influenciadora Raylane Diba Ferrari usou as redes sociais para debochar da própria prisão e transformar o escândalo em estratégia de vendas. Em vídeo publicado no Instagram com a legenda “Perdi meu réu primário”, a investigada interpreta a si mesma encenando o atendimento

Manda o Pix - Quando uma cliente pergunta se ela é “aquela veterinária que foi presa por vender shampoo de cavalo pra mulherada”, Raylane confirma o episódio de forma irônica. Afirma que o produto veterinário é exclusivo para animais e aproveita a repercussão do caso para direcionar o público ao link de compra de uma linha cosmética supostamente regularizada.

Clima tenso em Três Lagoas - O candidato a deputado estadual Ruy Neto ficou furioso com uma matéria de página de fofoca no Facebook, que espalhou que ele teria ido à Feira Central distribuir jornais com ataques a adversários e acabou expulso de lá de debaixo de vaias. Revoltado com o "bafafá" e dizendo que tudo não passa de fake news de oposição, o político correu para a Justiça Eleitoral.

Rastro digital - Exigiu que apagassem o post na hora e publicar sua retratação no mesmo espaço. Mas o juiz não comprou a urgência de primeira: negou o pedido de apagar a postagem imediatamente, para antes ouvir o outro lado. Mas mandou o Facebook entregar em 24 horas todo o rastro digital e o IP para descobrir quem é o dono "anônimo" por trás da página.

Lambe-lambes - Campo Grande amanheceu na quarta-feira (30) com uma intervenção urbana que mistura política e religião, pegando carona na polêmica da vez. Durante a madrugada, o Coletivo Geni espalhou lambe-lambes e faixas pela cidade com a frase “Não vote em branco, vote em mulher preta”, acompanhada da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Segundo o grupo, a ação busca provocar reflexão sobre a presença de mulheres negras nos espaços de poder e sobre o respeito à liberdade religiosa.

Presa por vender xampu volta à ativa com "publis"
Faixa em viaduto da UFMS, em Campo Grande

Padroeira para todo lado - A senadora Tereza Cristina (PP) também entrou na onda, mas do lado oposto. Publicou um vídeo nas redes sociais em que criticou a discussão envolvendo a padroeira do Brasil no período eleitoral e afirmou que o tema não deveria ser tratado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que anda medindo forças entre liberar e censurar material sobre o assunto.

Paz para Nossa Senhora - “Deixa nossa padroeira, padroeira do Brasil, em paz, vamos fazer eleições. Isso não é assunto para Supremo Tribunal Federal estar discutindo”, afirmou a senadora. Na publicação, ela também defendeu que o debate eleitoral seja concentrado em temas como economia, saúde, segurança e educação, além de criticar discussões envolvendo denúncias de fake news.

Emenda prometida – Durante a entrega de equipamentos à agricultura familiar, em Campo Grande, Tereza Cristina prometeu destinar uma emenda para criar um mercado do pequeno produtor da Capital. A proposta é cadastrar os pequenos agricultores e identificar o que cada um produz antes de montar o espaço de venda. “Vou destinar uma emenda, mas vocês precisam produzir para justificar esse investimento”, cobrou.

Cumprir o piso – O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou, por unanimidade, o recurso da Prefeitura de Campo Grande e manteve a condenação do Município para cumprir o Piso Salarial Nacional da Enfermagem. A decisão confirmou a sentença que determinou a indenização dos profissionais prejudicados pela prestação incorreta de dados ao Governo Federal.

Cálculo distorcido – A ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem demonstrou que a prefeitura somava as promoções e progressões funcionais de carreira no montante remuneratório enviado ao sistema do Ministério da Saúde. Essa inclusão elevava artificialmente os valores reportados e resultava no corte indevido da assistência financeira complementar que deveria ser repassada pela União.