“Ele quica mesmo”, Paula testa vestido viral e faz sucesso na igreja
Ela viu a peça nas redes sociais, correu para comprar e garante que o efeito não é truque nem IA
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Paula Gabrielle da Silva, vigilante de 27 anos e moradora do Coophavila II, em Campo Grande, aderiu à tendência do "vestido que quica", peça viral nas redes sociais pelo efeito "bouncy", em que a saia balança conforme o corpo se move. Ela comprou o modelo em um site liberado na Shopee após contato com o vendedor e o estreou na igreja. Segundo a estilista Sofia Moraes Zucco, o efeito vem do tecido de microplissados horizontais, e não de inteligência artificial. A peça também virou meme.
Bastaram alguns vídeos de mulheres usando um vestido que parece ter vida própria para Paula Gabrielle da Silva, de 27 anos, decidir que também precisava de um. Vigilante e moradora do Coophavila II, em Campo Grande, ela entrou na onda do chamado “vestido que quica”, peça que ganhou espaço nas redes sociais por causa do efeito “bouncy”, em que a saia se movimenta e balança conforme a pessoa anda ou mexe o corpo.
A vontade surgiu justamente ao acompanhar vídeos de estrangeiras usando a peça. Além do movimento diferente, Paula gostou da ideia de ter algo que ainda não encontrava facilmente por aqui.
“Achei o máximo pelo fato de ele quicar e, na hora, já veio o desejo de comprar, porque nos vídeos as gringas falam: ‘É impossível você ficar quieta com esse vestido’. E, pelo fato de ser de outro país, fiquei querendo logo para ser única”, conta, aos risos.
Só que conseguir o vestido deu um pouco mais de trabalho do que colocar a peça no carrinho e esperar a entrega. Paula conta que, inicialmente, não conseguiu fazer a compra porque o site era estrangeiro e o acesso era complicado. Depois de conseguir contato direto com o vendedor, uma alternativa apareceu. “Liberaram um site na Shopee e logo já pedi”, relata.
A expectativa continuou até o pacote finalmente chegar. Paula estava trabalhando quando recebeu uma ligação do sobrinho avisando que a encomenda estava em casa. “Fiquei louca quando chegou. Eu estava no trabalho, meu sobrinho me ligou e disse que tinha chegado. Eu queria ir embora na mesma hora”, lembra.
E a estreia não aconteceu em uma festa ou evento de moda. Paula resolveu usar o vestido na igreja que frequenta e, segundo ela, a novidade rapidamente chamou a atenção das outras mulheres. “As irmãs ficaram todas doidas e acharam o máximo. Divertiram-se um monte”, conta.
Para quem olha os vídeos e desconfia se o movimento não é exagerado pela câmera ou pelas redes sociais, Paula garante que não há truque. Depois de experimentar a peça, ela diz que encontrou exatamente o efeito que havia despertado sua curiosidade na internet. “É exatamente igual, não muda nada. De fato, ele quica mesmo”, afirma, rindo.
Se o “vestido que quica” vai sobreviver ao ciclo acelerado das tendências da internet, Paula ainda não sabe, mas aposta que a peça tem potencial para se espalhar. “Como todas as tendências, acredito que, assim que viralizar, vai ser o maior sucesso. Vale super a pena ter. Além de ser uma peça linda, fica elegante e ainda o vestido quica, né?”, brinca.
Como ele funciona - A influenciadora e estilista Sofia Moraes Zucco explica que o movimento que tornou o vestido famoso não é efeito de inteligência artificial. O segredo estaria na própria estrutura do tecido, confeccionado com microplissados.
Diferentemente das tradicionais saias plissadas, em que as dobras maiores aparecem na vertical, na peça viral elas são pequenas e dispostas horizontalmente, quase imperceptíveis à distância. É essa construção que, segundo Sofia, dá ao tecido a “malemolência” responsável pelo efeito de balanço quando a pessoa se movimenta.
Como costuma acontecer com tudo que viraliza, o vestido também não escapou dos memes. O movimento exagerado da saia virou matéria-prima para brincadeiras nas redes sociais, com internautas comparando o efeito a diferentes situações e objetos e fazendo piada com a dificuldade de ficar parado usando a peça.
Entre vídeos de quem realmente comprou o modelo e publicações bem-humoradas, o “vestido que quica” deixou de ser apenas uma tendência de moda e passou a circular também como meme.
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