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Arquitetura

Ciprestes gigantes são "relíquias" para dono de casa no São Bento

Árvores foram plantadas há mais de dez anos e para o dono, são maior patrimônio do lugar

Por Bárbara Cavalcanti | 20/11/2021 08:04
Pinheiros em residência no Bairro Jardim São Bento. (Foto: Kísie Ainoã)
Pinheiros em residência no Bairro Jardim São Bento. (Foto: Kísie Ainoã)

A cena não tem nada a ver com o clima de Cerrado, mas o porte de algumas espécies são a alma verde de alguns endereços pela cidade. No Bairro São Bento, ciprestes enormes em algumas das casas chamam atenção. Na do servidor público Adilson Paiva, existem logo duas, enormes. “Pra mim, é um patrimônio, pois eu imagino que devem ter demorado muitos anos até elas ficarem desse tamanho”, expressa.

O cipreste-italiano (Cupressus sempervirens) pode atingir mais de 30 metros de altura, já emprestou sua beleza a diversos palácios e parques europeus e dura até 100 anos. O problema é a espera. Ele costuma crescer 60 cm ao ano.

Adilson se mudou para a casa no final de 2020 e as árvores foram um atrativo no paisagismo, fundamental para a escolha. “A antiga dona morou aqui por 10 anos, então, eu imagino que deve ter ainda mais tempo que isso”, comenta.

Adilson explica sobre a história dos pinheiros em sua casa. (Foto: Kísie Ainoã)
Adilson explica sobre a história dos pinheiros em sua casa. (Foto: Kísie Ainoã)

Os troncos não são tão grossos e não têm tantos galhos. Pela estimativa de Adilson, devem ter aproximadamente uns 15 metros de altura. E a manutenção é simples. “Não precisa podar, só deixar lá. A única sujeira que faz é quando bate o vento e caem algumas folhinhas secas”, detalha.

Os pinheiros combinam com a decoração de Natal, mas decorá-los é plano impossível. “Não tem como, imagina o tamanho da escada ou um guindaste pra alcançar lá em cima”, se diverte Adilson. Mas nem precisa de luzinhas ou algum atrativo a mais, a natureza já caprichou na ornamentação, diz dono. "A única ‘decoração’ é um ninho de sabiá bem no alto".

Árvores vistas de dentro da casa de Adilson. (Foto: Kísie Ainoã)
Árvores vistas de dentro da casa de Adilson. (Foto: Kísie Ainoã)

A casa de Adilson não é a única do bairro com os pinheiros gigantes. Na quadra ao lado, outra também tem uma árvore enorme. E o desejo de Adilson é que as árvores ainda cresçam mais.

“Eu tenho medo, às vezes, que o vento carregue. Nesse último vendaval, várias árvores aqui no bairro caíram. Aqui nunca caiu, mas balançou bastante”.

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