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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020

05/12/2019 08:35

Aos 34 anos, Renato realiza sonhos e surpreende com fotos de celular do Japão

Thailla Torres
Renato observa e clica as cores de Tóquio. (Foto: Renato Munhoz)Renato observa e clica as cores de Tóquio. (Foto: Renato Munhoz)

Engana-se quem pensa que só equipamentos modernos e caros são suficientes para executar uma boa fotografia. Distante daqui, Renato Munhoz, de 34 anos, prova que com sensibilidade no olhar é possível fazer uma boa foto usando o aparelhinho que é onipresente na vida contemporânea, o celular.

Ele é o protagonista das andanças de Renato pelo Japão, que há três anos tem o mesmo aparelho e ainda não fez questão de trocar. Mesmo assim, as fotos publicadas no Instagram pessoal têm rendidos elogios e cliques dos seguidores.

Muitos acreditam que as fotos são feitas com câmera profissional. “Eu acho muito legal quando alguém fala que é de câmera e fico surpreso. Claro que quem é fotógrafo mesmo percebe que a resolução é mais baixa, mas para a maioria das pessoas esse tipo de coisa acaba passando batido”, conta.

Rua estreitas também são inspirações. (Foto: Renato Munhoz)Rua estreitas também são inspirações. (Foto: Renato Munhoz)
À noite tudo vira uma fotografia. (Foto: Renato Munhoz)À noite tudo vira uma fotografia. (Foto: Renato Munhoz)

Paulistano de nascença, Renato conta que durante os quatro anos que morou em Campo Grande teve a oportunidade de trabalhar em uma agência de marketing digital e se aproximar da fotografia. “Eu sempre usei só o celular e tive que lidar com muita limitação de recursos porque não tinha vários equipamentos para ir trabalhando. Com o tempo pude conhecer o trabalho de alguns fotógrafos e me inspirar”, conta.

Morando no Japão desde abril, ele aproveitou as cores e luzes de um país tão diverso para se aprofundar na fotografia, e claro, usando apenas o celular. “Me encontrei no estilo cyberpunk que esteticamente me agrada muito com muito azul, rosa, neon e reflexos de luzes. Um fotógrafo que me inspira bastante a seguir firme com fotografia mobile é o Noe Alonzo. Ele sempre fala que o mais importante é usar o que você tem, o que me fez desencanar um pouco de ter uma câmera tão rápido”, conta.

Aos 34 anos, Renato realiza sonhos e surpreende com fotos de celular do Japão
Aos 34 anos, Renato realiza sonhos e surpreende com fotos de celular do Japão
Aos 34 anos, Renato realiza sonhos e surpreende com fotos de celular do Japão
Aos 34 anos, Renato realiza sonhos e surpreende com fotos de celular do Japão

Hoje, fotografar é sair da rotina enquanto Renato se adapta ao Japão. Ele diz que se mudou para o país em busca de realizar sonhos e se aventurar. “Me identifico com o país, com a cultura pop e já estudava o idioma há quatro anos, então quis viver mais desse lugar”.

Aos 34 anos a ansiedade também se tornou motivo para a mudança. “Comecei a pensar que o tempo passava e eu precisava fazer as coisas que sonhava”.

Hoje ele passa sete horas por dia estudando japonês e não tem previsão de voltar para casa. “Tenho gostado casa vez mais daqui, apesar de tudo ser bem complicado por conta não só da barreira do idioma, mas pelas diferenças de cultura e comportamento”.

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